- A prisão preventiva do ex‑presidente Jair Bolsonaro foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes neste sábado, 22, após a convocação de uma vigília de oração, por indicar risco de fuga.
- A defesa afirma perplexidade com a decisão e aponta possível inconstitucionalidade, alegando que a Constituição de mil novecentos e oitenta e oito garante o direito de reunião, especialmente para liberdade religiosa; Bolsonaro estava em sua residência, sob tornozeleira eletrônica e vigilância policial, e a defesa sustenta que a prisão pode colocar em risco a saúde dele.
- Bolsonaro foi levado à Superintendência da Polícia Federal, onde uma cela especial foi preparada; Moraes indicou que o ex‑presidente poderia tentar refugiar-se na Embaixada dos Estados Unidos, a cerca de treze quilômetros do condomínio em Brasília.
- A audiência de custódia foi marcada para domingo, 23, às doze horas; até lá, o ex‑presidente pode receber apenas visitas de advogados e da equipe médica responsável por seu acompanhamento.
- A defesa afirma que a prisão é desproporcional e anunciará recurso para reverter a decisão, mantendo que a atual situação é injusta e prejudicial ao ex‑presidente.
A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, gerou forte repercussão. A medida ocorreu neste sábado (22), após a convocação de uma vigília de oração, que, segundo a decisão, poderia criar um ambiente propício para sua fuga. A defesa do ex-presidente expressou profunda perplexidade com a decisão e anunciou que irá recorrer.
Os advogados Paulo Cunha Bueno e Celso Villardi argumentam que a prisão pode ser inconstitucional, já que a Constituição de 1988 garante o direito de reunião, especialmente para a liberdade religiosa. Eles ressaltam que Bolsonaro foi detido em sua residência, usando tornozeleira eletrônica e sob vigilância policial. Além disso, a defesa destaca que a prisão pode colocar em risco a saúde do ex-presidente, que se encontra em estado delicado.
Detalhes da Prisão
Bolsonaro foi preso por volta das 6h, após a Polícia Federal indicar risco de fuga e um alerta sobre uma possível tentativa de rompimento da tornozeleira. Moraes sugeriu que o ex-presidente poderia tentar se refugiar na Embaixada dos Estados Unidos, localizada a cerca de 13 quilômetros de seu condomínio em Brasília. O ex-presidente foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde uma cela especial foi preparada para ele.
A audiência de custódia está agendada para este domingo (23) às 12h. Até lá, Bolsonaro só poderá receber visitas de seus advogados e da equipe médica responsável por seu acompanhamento. A defesa reafirma que a prisão é desproporcional e que irá buscar a reversão da decisão judicial, alegando que a situação atual é injusta e prejudicial ao ex-presidente.
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