- Motta divulgou um vídeo em suas redes sociais acusando Haddad de disseminar uma “narrativa falsa” sobre o Projeto de Lei Antifação, ao lado de Rodrigo Pimentel.
- Motta afirma que as críticas de Haddad — de que o PL enfraquece a PF e prejudica a Receita Federal — são exageradas; Haddad disse que mudanças poderiam “asfixiar financeiramente” a PF ao alterar a destinação de bens confiscados do crime organizado. Pimentel destacou que a redistribuição afetaria apenas quatro por cento do orçamento, cerca de 110 milhões de reais.
- O governo busca ajustes no Senado para o PL Antifação, inclusive na redistribuição de recursos da PF, revisão do conceito de “organização criminosa ultraviolenta”, restauração de mecanismos de infiltração e acesso a dados internacionais; Haddad é um dos principais articuladores das alterações.
- A tensão entre Motta e Haddad reflete o debate sobre segurança pública e o financiamento das instituições de combate ao crime, com Motta defendendo o fortalecimento das polícias estaduais e o governo alertando para riscos de fragilizar a PF e a Receita Federal.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, acusou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de disseminar uma “narrativa falsa” sobre o Projeto de Lei Antifação. A declaração ocorreu em um vídeo divulgado por Motta em suas redes sociais, onde ele promete expor “mentiras” sobre o tema, ao lado do ex-capitão do Bope, Rodrigo Pimentel.
Motta argumenta que as críticas de Haddad, que afirmam que o PL enfraquece a Polícia Federal (PF) e prejudica a Receita Federal, são exageradas. O ministro havia alertado que as mudanças propostas poderiam “asfixiar financeiramente” a PF, ao alterar a destinação de bens confiscados do crime organizado. Em resposta, Pimentel destacou que a redistribuição afetaria apenas 4% do orçamento, cerca de 110 milhões de reais.
Reações do Governo
O governo federal busca ajustes no Senado para o PL Antifação. Além de defender mudanças na redistribuição de recursos da PF, o Planalto pretende revisar o conceito de “organização criminosa ultraviolenta”, restaurar mecanismos de infiltração e garantir acesso a dados internacionais. Haddad, apesar de não ter comentado diretamente as acusações de Motta, é um dos principais articuladores das alterações necessárias.
A tensão entre os dois políticos reflete um embate mais amplo sobre a segurança pública e o financiamento das instituições responsáveis por combate ao crime. Enquanto Motta defende a necessidade de fortalecer as polícias estaduais, Haddad e o governo alertam sobre os riscos de fragilizar a atuação da PF e da Receita, essenciais para a manutenção da ordem e da segurança no país.
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