- Marjorie Taylor Greene, deputada pela Geórgia no GA-14, anunciou renúncia ao cargo de congressista a partir de 5 de janeiro de 2027.
- A decisão surpreendeu, após Donald Trump chamá-la de traidora pela posição sobre a desclassificação dos papéis de Jeffrey Epstein e por críticas às políticas externas da administração.
- Greene divulgou o anúncio em vídeo publicado na conta X, que também inclui críticas ao presidente da Câmara, Mike Johnson, e à decisão de manter o Congresso em recesso por 54 dias, o que impediu votação sobre os papéis de Epstein, além de desapontamento com cortes na Obamacare.
- A congressista disputava a reeleição em 2026; Trump ameaçou apoiar um rival nas primárias caso Greene seguisse no cargo.
- Com a renúncia, o governador Brian Kemp deverá convocar eleições extraordinárias para preencher a vaga, que ficará ocupada até janeiro de 2027, alterando o equilíbrio de poder na Câmara, onde a maioria republicana é estreita.
Marjorie Taylor Greene, representante do estado da Geórgia e figura proeminente do movimento MAGA, anunciou sua renúncia ao cargo de congressista a partir de 5 de janeiro. A decisão surpreendeu muitos, especialmente após críticas de Donald Trump, que a chamou de “traidora” por sua postura em relação à desclassificação dos documentos de Jeffrey Epstein e suas críticas às políticas externas da administração.
Greene, que representa o distrito GA-14 desde 2020, revelou sua saída em um vídeo publicado em sua conta de X, onde também expressou descontentamento com o presidente da Câmara, Mike Johnson. Ela criticou a decisão de manter a Câmara em recesso por 54 dias, o que, segundo ela, impediu um voto sobre os papéis de Epstein. Além disso, Greene manifestou sua insatisfação com os planos do partido de cortar partes da cobertura do Obamacare.
Motivos da Renúncia
Em sua declaração, a congressista destacou que a lealdade deve ser mútua, afirmando que é “injusto e incorreto” ser criticada por expressar opiniões divergentes. Ela se disse desapontada por não conseguir se adaptar às regras de Washington, onde rapidamente se tornou um símbolo do extremismo político. Greene enfrentava a reeleição em 2026, com Trump ameaçando apoiar um rival nas primárias.
A renúncia de Greene traz consequências para o equilíbrio de poder na Câmara, onde a maioria republicana é estreita. O governador da Geórgia, Brian Kemp, terá que convocar eleições extraordinárias para preencher a vaga, que será ocupada até janeiro de 2027. A saída da congressista também é vista como um reflexo do crescente descontentamento dentro do Partido Republicano, especialmente em relação ao controle de Trump sobre a legenda.
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