- O presidente Lula indicou Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), provocando resistência política.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reclamou por não ter sido consultado e por ter tido outro nome preterido.
- A sabatina deve ocorrer em meio a críticas da oposição, que atua na CPMI do INSS, com questionamentos sobre omissões em ações judiciais e apoio ao aborto tardio defendido pela Advocacia-Geral da União (AGU).
- Teses de doutorado de Messias criticam a Operação Lava Jato, defendem gasto público considerado “pouco” e classificam o impeachment de 2016 como golpe, acendendo dúvidas sobre imparcialidade.
- A expectativa é de sabatina acalorada, com oposição buscando a rejeição da nomeação.
A polêmica indicação de Jorge Messias ao STF, feita pelo presidente Lula, ganha forma com a sabatina que se aproxima. O nome gerou resistência no Congresso, especialmente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que não foi consultado e teve outro indicado preterido. A dúvida sobre a imparcialidade acelera o debate.
A bancada de oposição encampa a contestação na CPMI do INSS, citando possíveis omissões em ações judiciais e questionando o posicionamento de Messias sobre aborto tardio, defendido pela AGU. O episódio amplia o atrito entre os poderes e acende a disputa pela vaga no Supremo.
As teses de doutorado apresentadas por Messias também aparecem como tema de discussão: críticas à Lava Jato, defesa de maior gasto público e a acusação de que o impeachment de 2016 foi um golpe. Tais argumentos alimentam suspeitas sobre alinhamento ideológico e independência perante o STF.
Desdobramentos da sabatina
A sabatina deve ocorrer no Senado, com oposição articulando esforços para rejeitar a nomeação. A expectativa é de sessões intensas e debates acalorados, com foco nos critérios de indicação, na linha jurídica e na capacidade de atuação do indicado.
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