- O trânsito em julgado da ação penal nº 2668 (núcleo 1), envolvendo Jair Bolsonaro, ocorreu nesta terça-feira (25).
- A pena de 27 anos e 3 meses de prisão será cumprida na superintendência da Polícia Federal em Brasília.
- A base bolsonarista reagiu nas redes, com mensagens de críticas a STF, Exército e Justiça, sugerindo perseguição política.
- A deputada Carol de Toni, o senador Jorge Seif e outros apoiadores disseram que a decisão representa fim da democracia ou perseguição política, em mensagens públicas.
- Bolsonaro já estava preso preventivamente desde o fim de semana anterior, por vigília convocada pelo deputado Flávio Bolsonaro e violação de tornozeleira eletrônica.
O trânsito em julgado da ação penal nº 2668 (núcleo 1), que envolve Jair Bolsonaro, ocorreu nesta terça-feira (25). A pena de 27 anos e 3 meses deverá ser cumprida na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O ex-presidente já estava preso preventivamente desde o sábado anterior, em razão da vigília convocada por Flávio Bolsonaro e da violação da tornozeleira com ferro de solda.
O fato marca o desfecho formal de uma etapa do processo, com a decisão final confirmando as acusações. Bolsonaro permanece na PF de Brasília desde a prisão, que foi decretada após os acontecimentos que motivaram a audiência de custódia.
Nas redes, a base bolsonarista reagiu de modo contundente, com críticas direcionadas ao STF, ao Exército e à Justiça. Políticos de apoio ao ex-presidente destacaram o desdobramento como sinal de tensão institucional, ressaltando descontentamento com o andamento do caso.
Entre as vozes, a deputada Carol de Toni (PL-SC) apontou o episódio como símbolo do fim de fagulhas democráticas. O senador Jorge Seif afirmou que, para ele, o que ocorreu não seria justiça, e sim perseguição política. Já o deputado Lucas Bove (PL-SP) criticou o Exército pela ordem de prender Augusto Heleno, chamando a ação de covardia e de impacto grave à confiança institucional.
Outros posicionamentos vieram do Movimento Advogados de Direita Brasil, que declarou estar diante de um momento de crise institucional. O advogado Jeffrey Chiquini questionou a validade do trânsito em julgado, alegando possibilidade de embargos infringentes ou de divergência.
A defesa de Bolsonaro informou que o ex-presidente já está no regime de cumprimento de pena na PF de Brasília. A passagem pela audiência de custódia também costuma integrar o registro oficial do caso, com Bolsonaro relatando, na ocasião, que estaria em surto por efeitos de medicações. A reportagem confirmou que a defesa e os demais réus ainda não se manifestaram formalmente sobre todos os desdobramentos.
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