- A Suprema Corte do Peru condenou Pedro Castillo a 11 anos, 5 meses e 15 dias de prisão por tentar dissolver o Congresso e governar por decreto em dezembro de 2022.
- Castillo, ex-professor rural, foi deposto e preso no dia da tentativa; foi absolvido de abuso de poder e distúrbio.
- O veredito ocorre dias após Martín Vizcarra ser condenado a 14 anos; outros ex-presidentes já estavam presos.
- Betssy Chávez, ex-primeira-ministra, pediu asilo no México e o Peru rompeu relações diplomáticas com o país.
- As tensões políticas de 2022, com protestos que deixaram dezenas de mortos, levaram Dina Boluarte a assumir a presidência.
Pedro Castillo, ex-professor rural, foi condenado pela Suprema Corte do Peru a 11 anos, 5 meses e 15 dias de prisão por tentar dissolver o Congresso e governar por decreto em dezembro de 2022. O veredito também o absolveu de abuso de poder e distúrbio. O caso envolve ainda o ex-presidente Martín Vizcarra, que recebeu 14 anos de prisão.
Castillo, 56 anos, já havia sido preso após a tentativa de golpe que fracassou. Seu governo, de 2021 a 2022, enfrentou clashes com um Congresso opositor, levando à detenção no mesmo dia da abertura de processos contra ele. Ele estava detido no sistema penitenciário especial para ex-líderes em Lima.
Na mesma leva de decisões, Vizcarra foi condenado por recebimento de propina durante governo regional, elevando para três o número de ex-presidentes detidos no país. O desfecho ocorre em meio a uma crise institucional que já incluiu as detenções de Ollanta Humala e Alejandro Toledo, com o Peru mantendo outros casos sob análise.
Betssy Chávez, ex-primeira-ministra, também figou no cerne do caso e obteve asilo na embaixada do México. Em resposta, o Peru rompeu relações diplomáticas com a Brasília mexicana, em ato descrito como hostil pelo governo peruano, citado como uma medida para proteger seus interesses legais.
O conflito político desencadeou protestos de base popular em 2022, com dezenas de mortes, quando Dina Boluarte assumiu a presidência após a destituição de Castillo. O país continua a lidar com desdobramentos judiciais envolvendo ex-mandatários e novas tensões entre autoridades e o mercado institucional.
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