- França vai implementar serviço militar voluntário de 10 meses para jovens de 18 a 19 anos, com início previsto para meados de 2026.
- O programa tem custo de € 2 bilhões e visa 3 mil ingressos em 2026, com meta de chegar a 50 mil jovens até 2036.
- Participantes receberão salário mínimo de € 800 por mês, alimentação e alojamento, além de 75% de desconto em viagens de trem; atuação ocorre apenas no território nacional.
- Jovens com qualificações específicas podem ter até 25 anos; não há retorno à conscrição obrigatória.
- A iniciativa busca fortalecer a resposta francesa a ameaças globais, seguindo modelos de parceiros europeus e integrando jovens à reserva ou ao serviço ativo.
A França anunciou a criação de um serviço militar voluntário de 10 meses, voltado principalmente a jovens de 18 e 19 anos. O programa deve começar em meados de 2026, com custo estimado de 2 bilhões de euros. A ideia é fortalecer a resposta francesa a ameaças globais crescentes, mantendo a abolição da conscrição.
No formato proposto, homens e mulheres poderão se inscrever para cumprir o serviço, recebendo salário mínimo, alimentação e moradia, além de desconto de 75% em passagens de trem. Ao fim do ciclo, há possibilidade de integração à reserva, ao emprego civil ou à carreira nas forças armadas.
Detalhes do programa
O governo ressalta que a mobilização não prevê retorno à conscrição, que foi extinta em 1997. O objetivo é criar uma base de voluntários que possa atuar em território nacional, com potencial para ingressar na reserva ou permanecer nas forças conforme necessidade estratégica.
Os parâmetros iniciais preveem 3 mil ingressos em 2026, com meta de chegar a 10 mil em 2030 e, até 2036, alcançar cerca de 50 mil jovens conforme as circunstâncias de segurança. O plano surge em meio a debates sobre a capacidade de defesa europeia diante da tensão com a Rússia e mudanças na presença de alianças de segurança.
A proposta tem apoio de parte do parlamento, com avaliações de que o movimento ajudaria a fortalecer o domínio técnico e a coesão cívica. Críticos ressaltam que a prioridade atual do país permanece a não mobilização geral, mantendo o foco na profissionalização das forças armadas.
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