- O PSOL protocolou na Procuradoria-Geral da República o pedido de quebra do sigilo telefônico do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) após ele ter sido flagrado com celular perto de Jair Bolsonaro durante prisão domiciliar.
- O partido acusa Nikolas de desobediência ao atuar nos autos da Ação Penal 2.668 e pedir direito de visita, recebendo orientação de cumprir as normas, inclusive a proibição de celulares para visitantes; Nikolas afirmou não haver comunicação prévia de restrições.
- No Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes determinou prazo de 24 horas para a defesa de Bolsonaro explicar o caso, com validade até esta quinta-feira (27); a deputada Érika Hilton participou da mobilização na Corte.
- Bolsonaro deixou a prisão domiciliar e passou ao regime fechado após participação de uma vigília promovida por Flávio Bolsonaro e tentativa de romper a tornozeleira com ferro de solda; ele cumpre pena de vinte e sete anos e três meses e permanece inelegível até 2060.
- A PGR também aponta a possibilidade de Nikolas ter ajudado Bolsonaro em ações que poderiam ter favorecido o ex-presidente, conforme apuração sobre suspeitas de desobediência e atos que poderiam ter relação com o delito investigado.
A bancada do PSOL na Câmara protocolou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de quebra de sigilo telefônico do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A medida foi apresentada após uma reportagem flagrar o parlamentar com celular próximo de Jair Bolsonaro, enquanto o ex-presidente cumpria prisão domiciliar. O PSOL sustenta que o uso do aparelho durante visita viola regras rígidas de acompanhamento.
Segundo o PSOL, Nikolas teria se manifestado nos autos da Ação Penal 2.668 solicitando direito de visita e esclarecimentos sobre regras, recebendo como resposta a necessidade de seguir normas pré-estabelecidas. A legenda também aponta a proibição expressa de visitantes utilizarem celulares, fotografarem ou gravarem durante visitas. Nikolas negou qualquer comunicação prévia dessas restrições.
Desdobramentos processuais
No STF, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prazo de 24 horas para defesa de Bolsonaro explicar o caso, com validade até quinta-feira (27). A deputada Érika Hilton participou de audiência na Corte. O PSOL acusa Nikolas de desobediência e levanta hipótese de apoio do parlamentar a Bolsonaro em ações que teriam facilitado uso indevido de dispositivos durante a vigilância.
Bolsonaro deixou a prisão domiciliar e passou ao regime fechado após uma vigília convocada por Flávio Bolsonaro, além de tentativa de romper a tornozeleira com ferro de solda. O ex-presidente responde a ações ligadas à suposta coação no curso do inquérito sobre articulações envolvendo autoridades brasileiras. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses por organização criminosa, golpe de Estado e outros crimes, e permanece inelegível até 2060, com trâmite no Superior Tribunal Militar (STM) que pode alterar sua patente.
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