- Policiais militares invadiram a sede da Unidade Popular pelo Socialismo (UP) em Florianópolis na manhã de quinta-feira, 27, arrombando portas e vasculhando o local.
- Pelo menos dois laptops e um celular foram apreendidos; a operação de busca e apreensão ocorreu sem notificação prévia e foi conduzida de forma sigilosa.
- A liderança da UP afirma que houve vandalismo no espaço e que a ação foi surpresa; a presidenta estadual Júlia Andrade classificou o episódio como “um negócio absurdo”.
- A ação mirou também militantes do Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas (MLB); advogados teriam sido informados sobre a investigação apenas após a operação.
- A UP realizou plenária e marcou protesto para sexta-feira, 28, às 12h, no centro de Florianópolis, denunciando suposta perseguição política do governo de Jorginho Mello.
Na manhã desta quinta-feira (27), a sede da Unidade Popular pelo Socialismo (UP) em Florianópolis foi invadida por policiais. Os agentes arrombaram portas e vasculharam o local, alegando busca e apreensão, sem notificação prévia. Pelo menos dois laptops e um celular foram apreendidos, segundo a direção da UP.
A ação teve como alvo militantes da UP e do MLB (Movimento de Luta nos Bairros Vilas e Favelas), que também foram citados na diligência. A presidenta estadual da UP, Júlia Andrade, afirmou que não houve comunicação judicial prévia e que a investigação era sigilosa.
Segundo Andrade, a sede foi encontrada com portas arrombadas, espaço revirado e objetos espalhados. Ela relatou que a operação ocorreu sem conhecimento prévio do partido e sem aviso aos advogados até depois da ação. A redação não localizou confirmação oficial até o fechamento desta matéria.
A UP afirmou que o episódio representa uma política de perseguição. Militantes realizaram uma plenária na própria sede no início da tarde e traçaram, para sexta-feira (28), uma manifestação no centro de Florianópolis contra o que entendem como repressão estatal.
Ato marcado para as 12h desta sexta-feira deverá reunir partidos de esquerda e entidades. A reportagem procurou o governo de Santa Catarina e a Polícia Militar, sem obter respostas até o momento. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
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