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Zanin autoriza julgar ação que acusa deputados do PL de corrupção

STF libera julgamento de ação penal contra três deputados do PL por cobrança de propina em emendas para São José de Ribamar; Primeira Turma ficará responsável pelo caso

O ministro Cristiano Zanin. Foto: Gustavo Moreno/STF
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  • O ministro Cristiano Zanin liberou para julgamento a ação penal em que a PGR acusa Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa de corrupção passiva e organização criminosa.
  • A Primeira Turma do STF ficará responsável pelo julgamento, com data a ser marcada pelo presidente da Turma, Flávio Dino.
  • Segundo a PGR, entre janeiro e agosto de dois mil e vinte, os acusados teriam solicitado 1,6 milhão de reais para liberar 6,6 milhões de reais em emendas para São José de Ribamar (MA).
  • Defesas apresentaram objeções sobre provas, origem da denúncia e jurisdição, alegando ilegalidade de parte das evidências e divergência de foro.
  • Josimar Maranhãozinho afirmou que as acusações são frágeis; os advogados de Bosco Costa contestaram a denúncia por falta de provas, e a defesa de Pastor Gil questionou a legalidade das provas obtidas.

O ministro Cristiano Zanin, do STF, liberou nesta quinta-feira (27) a continuidade da ação penal contra três congressistas apontados pela PGR. A Procuradoria pede a condenação por corrupção passiva e organização criminosa. A liberação foi comunicada ao presidente da Primeira Turma, Flávio Dino, que ficará responsável pelo julgamento.

Segundo a PGR, os acusados teriam exigido propina para liberar emendas parlamentares. O valor seria de 1,6 milhão de reais, em troca da liberação de 6,6 milhões de reais destinados ao município de São José de Ribamar (MA) entre janeiro e agosto de 2020.

Situação processual

Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE), respondem aos crimes na ação penal. Defesas apresentaram objeções sobre provas, origem da denúncia e jurisdição, alegando interrogantes quanto à validade de partes do material investigado.

De acordo com os advogados, a defesa de Bosco Costa sustenta que a denúncia se baseia em diálogos de terceiros e em anotações desconhecidas do suplente. A defesa de Pastor Gil contesta a legitimidade das provas obtidas na investigação, apontando que o caso deveria tramitar no STF desde o início.

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