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PF desarticula esquema de desvios em obras financiadas por emendas no DNOCS

Operação apura superfaturamento em pavimentação com prejuízo estimado em R$ 22 milhões; 11 mandados, bloqueios de bens e 50 policiais em Fortaleza e Natal

A Operação Fake Road cumpre mandados em Natal (RN) e Fortaleza (CE). Foto: Divulgação PF
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  • Operação apura superfaturamento em pavimentação com prejuízo estimado em R$ 22 milhões, envolvendo obras inexistentes ou inconclusas.
  • Auditores da Controladoria-Geral da União identificaram indícios de superfaturamento, medições fraudulentas e direcionamento de contratos.
  • Servidores públicos e empresários atuavam de forma coordenada para validar obras inexistentes, permitindo pagamentos irregulares.
  • Por determinação do Supremo Tribunal Federal, foram cumpridos onze mandados de busca e apreensão em Fortaleza e Natal, com bloqueio de bens, indisponibilidade de imóveis e veículos e quebras de sigilos.
  • A operação segue em andamento e as identidades dos alvos ainda não foram confirmadas pela Polícia Federal.

A Operação em curso apura superfaturamento, obras inexistentes e favorecimento de empresas em contratos de pavimentação. O prejuízo estimado é de cerca de 22 milhões de reais. Auditorias da CGU identificaram indícios de superfaturamento, serviços apresentados como executados parcialmente ou não iniciados, medições fraudulentas e possível direcionamento de contratos.

Envolvidos: servidores públicos e empresários atuariam de forma coordenada para validar obras inexistentes ou inconclusas, viabilizando pagamentos irregulares. O estágio atual da investigação ainda não confirmou as identidades dos alvos pela Polícia Federal (PF).

Quando e onde: a operação teve desdobramentos recentes com novos mandados cumpridos em Fortaleza (CE) e Natal (RN). As ações incluem bloqueio de bens, indisponibilidade de imóveis e veículos, além de quebras de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático.

Por quê: a medida atende a determinação do Supremo Tribunal Federal e envolve aproximadamente 50 policiais federais. A investigação partiu do cruzamento de dados entre auditorias da CGU e verificações de campo, que revelaram discrepâncias entre pagamentos realizados e serviços efetivamente executados. A operação permanece em andamento e as informações sobre os alvos ainda não foram confirmadas pela PF.

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