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Toffoli nega HCs de apoiadores de Bolsonaro por risco à defesa

Toffoli nega três HC em favor de apoiadores de Bolsonaro por falta de constituição; afirma risco à defesa e que o regimento não admite pedidos desautorizados

Toffoli é membro da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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  • O ministro Dias Toffoli, do STF, decidiu não conhecer três habeas corpus em favor de apoiadores de Jair Bolsonaro.
  • As petições não tinham assinatura de advogados que atuam na defesa de Bolsonaro nem procuração do paciente, o que, segundo Toffoli, pode prejudicar a defesa.
  • Ele ressaltou que, apesar da lei permitir HC por qualquer pessoa, o regimento interno do STF não admite pedidos desautorizados pelo paciente.
  • Os casos foram distribuídos por prevenção à Segunda Turma, grupo do STF em que Toffoli atua.
  • Bolsonaro permanece preso em Brasília; após seis anos e dez meses de cumprimento, pode progredir para o regime semiaberto.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli decidiu nesta sexta-feira (28) não conhecer três habeas corpus em favor de apoiadores de Jair Bolsonaro. Os pedidos buscavam desde a liberdade até autorização para comunicação externa, mas foram rejeitados pelo relator por falta de constituição do paciente.

Toffoli ressaltou que a lei permite que qualquer pessoa impetre habeas corpus, mesmo sem ser advogado ou sem procuração. No entanto, o paciente é figura pública com defesa já constituída, o que pode prejudicar teses da defesa técnica caso o impetrante atue sem autorização.

A decisão destaca que o regimento interno do STF não admite pedidos desautorizados pelo paciente. O caso envolve a distribuição por prevenção, com Toffoli assumindo a ação por meio da Segunda Turma, da qual faz parte.

Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele foi detido preventivamente e hoje cumpre pena de 27 anos e 3 meses imposta pela Primeira Turma em outra ação penal. A progressão de regime pode ocorrer após o cumprimento de parte da pena.

Os habeas corpus em favor de Bolsonaro passaram a ser analisados por Toffoli devido à distribuição por prevenção, que reúne casos conectados sob a presidência ou atuação conjunta das turmas. Toffoli integra a Segunda Turma, ao lado de ministros indicados por Bolsonaro.

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