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Defesa afirma que laudo de Alzheimer é de 2025, esclarecendo confusão de Heleno

Defesa de Augusto Heleno sustenta diagnóstico de Alzheimer apenas em jan de 2025 e aponta erro do perito na data; STF solicita documentos

Confusão: General Heleno e, ao fundo, seu advogado, Matheus Milanez. A defesa diz que o perito cometeu um "equívoco" ao perguntar data do diagnóstico a um paciente com Alzheimer. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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  • O advogado Matheus Milanez apresentou ao ministro Alexandre de Moraes explicações sobre o quadro de Alzheimer de Augusto Heleno, alegando erro do perito ao questionar a data do diagnóstico.
  • A defesa afirma que o diagnóstico definitivo foi em janeiro de dois mil e vinte e cinco, com exames relevantes realizados em dois mil e vinte e quatro; não haveria registro de diagnóstico entre dois mil e dezoito e dois mil e vinte e três.
  • Moraes pediu documentos que comprovassem a condição médica e questionou por que Heleno, ainda com a doença, ocupou o cargo de ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional.
  • Milanez sustenta que o reformulado diagnóstico não foi informado antes e que Heleno não tinha condições de fornecer marcos temporais, além de afirmar que ele respondeu apenas às perguntas da defesa durante o interrogatório.
  • Heleno, de setenta e oito anos, foi condenado a vinte e um anos de prisão por suposto plano de golpe de Estado e permanece preso no Comando Militar do Planalto, em Brasília.

Milanez entregou explicações ao STF sobre o quadro de Alzheimer de Augusto Heleno, ao ministro Alexandre de Moraes. O advogado sustenta que houve equívoco do perito ao questionar a data do diagnóstico, já que o general não teria condições de explicar marcos temporais.

A defesa afirma que o diagnóstico definitivo ocorreu apenas em janeiro de 2025, com exames relevantes realizados em 2024. O foco é esclarecer se há documentos que comprovem a condição médica para eventual influência em decisões administrativas.

Moraes solicitou documentação que comprove a enfermidade e questionou por que Heleno, mesmo com a doença, ocupou o cargo de ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, responsável por informações sensíveis. Também pediu informações sobre comunicação a órgãos federais.

A defesa sustenta que Heleno não recebeu diagnóstico entre 2019 e 2022, e que, por isso, não havia motivo para informar a Presidência nem outros órgãos. O advogado explicou que o réu pode ter confundido datas devido ao quadro de saúde.

Durante o interrogatório, Heleno respondeu apenas a perguntas da defesa. Milanez argumenta que o quadro médico levou o réu a essa postura, já que não havia segurança em fatos e cronologias.

O processo envolve a ação penal nº 2668, no qual Heleno foi condenado a 21 anos de prisão por participação em um suposto golpe de Estado. Ele tem 78 anos e permanece preso no Comando Militar do Planalto, em Brasília.

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