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Estudo aponta força do debate sobre dignidade menstrual nas redes

Levantamento da Nexus aponta 173 mil publicações e 12,4 milhões de interações; debate sobre dignidade menstrual e licença tem engajamento maior, com meta de 50 milhões até 2030

© Jerônimo Gonzalez/MS
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  • Levantamento da Nexus analisou mais de 173 mil publicações sobre menstruação nas redes de janeiro de 2024 a outubro de 2025, com 12,4 milhões de interações.
  • A maior parte das postagens aborda o tema de forma lúdica, em memes ou aspectos naturais do ciclo, mas o debate social e político ganha força.
  • Do total, 78 mil publicações foram categorizadas em 22 subtemas, entre eles cinco com viés social/político: pobreza e dignidade menstrual; programa dignidade menstrual; impacto na educação e trabalho; licença menstrual; e menstruação em crises humanitárias.
  • Esses cinco subtemas representaram 10,8% das postagens, mas tiveram média de engajamento 1,8 vez superior ao restante.
  • A matéria cita políticas públicas e ações de organizações, como distribuição de absorventes gratuitos e licença menstrual, além da meta de alcançar cinquenta milhões de pessoas até 2030 com informações sobre saúde menstrual.

A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados analisou mais de 173 mil publicações sobre menstrução nas redes sociais entre janeiro de 2024 e outubro de 2025, totalizando 12,4 milhões de interações. Embora grande parte do conteúdo seja humorístico, em memes ou relatos do ciclo, o debate com viés social e político ganha peso e engajamento.

A análise demonstrate que 78 mil posts foram categorizados em 22 subtemas, dos quais cinco tratam da temática sob perspectiva social e política. Entre eles estão pobreza e dignidade menstrual, programa de dignidade menstrual, educação e trabalho, licença menstrual e menstruação em crises humanitárias. Esses temas representam 10,8% das publicações, mas geram 1,8 vez mais interações em média do que as demais.

Entre os dados, destaca-se a relevância de discussões sobre consumo de absorventes gratuitos e licenças menstruais. Relatos de organizações da sociedade civil apontam desafios de infraestrutura, acesso à saúde e educação. A pesquisa também cita iniciativas da ONG Fluxo Sem Tabu voltadas a educação e campanhas de saúde menstrual.

Ações e metas

A edição aponta que debates funcionam como escuta social, com pessoas compartilhando realidades. Projetos de promoção da dignidade menstrual aparecem com foco em banheiros acessíveis e atendimento a mulheres em vulnerabilidade. A meta é alcançar 50 milhões de pessoas até 2030 por canais físicos e digitais com informações de qualidade sobre saúde menstrual.

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