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Aumento do ódio leva mulheres a abandonar vida pública na Suécia, diz agência

Pesquisa de 2025 mostra 32,7% de deputadas vulneráveis; censura em redes aumenta e engajamento é pressionado, com governo prometendo ações adicionais

Anna-Karin Hatt (centre) at Stockholm Pride in July. She resigned as leader of the Centre party after only five months, citing hate and threats
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  • Uma pesquisa de 2025 aponta que 32,7% das deputadas se sentem vulneráveis e muitas relatam censura nas redes sociais e pressão para reduzir engajamento, aumentando a preocupação com a democracia.
  • Dados do levantamento indicam que 26,3% das representantes eleitas sofreram ameaças ou assédio no ano anterior; entre homens, o índice foi de 23,6%.
  • O estudo destaca que o medo e o silenciamento afetam principalmente mulheres mais jovens e influenciam na participação política local.
  • Contexto: casos anteriores — renúncia de Anna-Karin Hatt, assassinato de Ing-Marie Wieselgren e conspiração contra Annie Lööf — contribuíram para o clima hostil no país.
  • O governo prometeu ações adicionais e pediu maior responsabilidade de plataformas digitais para conter agressões contra mulheres na política.

Relatos de aumento de hostilidade contra mulheres na política sueca já geram preocupação sobre democracia. Em outubro, a ex-líder do Centro, Anna-Karin Hatt, renunciou citando ódio e ameaças. O episódio destacou riscos à participação feminina.

Amostra de 2025 aponta tendência de maior vulnerabilidade entre deputadas, censura em redes e pressão para reduzir engajamento. O governo prometeu ações adicionais para enfrentar o quadro. A pesquisa foi realizada pelo Conselho Nacional de Prevenção do Crime.

Resultados da pesquisa de 2025

Mais de 32% das mulheres eleitas reportaram sentir-se vulneráveis, contra 24% dos homens. A sensação de vulnerabilidade entre pessoas com origem estrangeira saltou para 31,5%. Entre as razões comuns estão restrição de atividades nas redes sociais e afastamento de temas sensíveis.

Entre as respostas, a maior parte das participantes mencionou limitar a atividade em redes sociais ou evitar certas pautas. A pesquisa reforça que o clima hostil afeta a participação e a tomada de decisões no Legislativo. A editora enfatiza a necessidade de proteções adicionais a eleitas.

Contexto e ações

Políticos destacam que a hostilidade crescente dificulta debates públicos e a adoção de leis de igualdade. A ministra da igualdade, Nina Larsson, pediu mudança cultural online e maior responsabilidade das plataformas. O governo já ampliou medidas de proteção a parlamentares e promete novas ações.

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