- Guilherme Derrite deixa a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e retorna ao cargo de deputado federal; Osvaldo Nico Gonçalves assume a pasta.
- Derrite relatava o projeto de lei antifacção, aprovado pela Câmara e agora no Senado sob relatoria de Alessandro Vieira; após alterações, o texto volta à Câmara para nova análise.
- O governo enfrenta críticas sobre a PEC da Segurança Pública, que centraliza a gestão no governo federal; Gonçalves permanece na SSP.
- A Operação Contenção no Rio de Janeiro, ocorrida há pouco mais de um mês, deixou 122 mortos, 113 presos e mais de uma centena de armas apreendidas; a ação incluiu prisões de Fabrício Queiroz e do sequestrador de Silvio Santos.
Guilherme Derrite deixou nesta segunda-feira o cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo e retornou ao cargo de deputado federal pelo PP-SP. Ele havia se licenciado para acompanhar o projeto de lei antifacção no Congresso.
O projeto antifacção passou pela Câmara e agora aguarda análise no Senado, sob a relatoria de Alessandro Vieira. Derrite afirmou à GloboNews que pretende voltar a relatar o PL antifacção, com a volta do texto à Câmara após alterações no Senado.
Ainda segundo Derrite, o governo enfrenta críticas a uma PEC da Segurança Pública que defende a centralização da gestão no governo federal, reduzindo o poder dos estados. Gonçalves permanece no comando da SSP de São Paulo.
Mudanças na SSP e antecedentes do novo titular
Osvaldo Nico Gonçalves assume a pasta paulista. Ele já atuou como secretário-executivo e, em 2022, foi indicado pelo governador para o cargo de delegado-geral da Polícia Civil. Foi ele quem participou da prisão de Fabrício Queiroz e acompanhou ações envolvendo o sequestrador do apresentador Silvio Santos.
A discussão sobre segurança pública ganhou contornos após a Operação Contenção no Rio, realizada há pouco mais de um mês. Debates sobre centralização de poder e resposta a crimes ganharam espaço tanto no Legislativo quanto entre especialistas.
Contenção no Rio e desdobramentos
A operação deixou 122 mortos, incluindo cinco policiais, e prendeu 113 pessoas no Complexo do Alemão. Outras 113 prisões foram registradas e mais de 100 armas foram apreendidas. Em meio a isso, o governo federal foi alvo de críticas de oposição por propostas de mudança na gestão de segurança pública.
O tema também envolve ações judiciais: o STF, por meio da ADPF das Favelas, acompanha a discussão sobre operações policiais em comunidades, sob a condução do ministro Alexandre de Moraes.
Entre na conversa da comunidade