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Messias ativa modo atirador, busca apoio de Pacheco e STF

Messias intensifica reuniões com senadores e contatos com ministros do STF para destravar sabatina marcada para dez de dezembro

O advogado-geral da União, Jorge Messias, luta para garantir sua aprovação no Senado para o STF - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
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  • O advogado-geral da União, Jorge Messias, busca apoio no Senado para a sabatina marcada para 10 de dezembro.
  • Messias faz reuniões presenciais, ligações e aproximação de governistas, mirando dois ou três votos do PL e outros apoios internos.
  • Ministros do Supremo Tribunal Federal têm ligado para senadores para pedir apoio, enquanto o governo tenta agendar encontro com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
  • O envio da indicação ao Senado ainda não ocorreu, com o governo sugerindo que a mensagem será encaminhada após conversa entre Lula e o presidente do Senado para distensionar a relação.
  • A votação depende de 41 votos, e há resistência de bancadas centrais como PL, MDB e PSD, além de tratativas individuais com os senadores.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, intensifica esforços para destravar a sabatina no STF marcada para 10 de dezembro. O governo busca votos-chave no Senado, enfrentando resistência de grandes bancadas como PL, MDB e PSD, além de avaliar fatores da relação Lula-Alcolumbre para adiantar ou postergar a sabatina.

Messias já adotou a estratégia de aproximação ampla: encontros presenciais com senadores, ligações e contatos com governistas. Procuradores do governo destacam mobilização de ministros do STF para angariar apoio ao indicado.

A atuação abrange também uma tentativa de reunião com o senador Rodrigo Pacheco, que pode atuar como amaciador entre o governo e parte da oposição. O objetivo é obter dois ou três votos dentro do PSD e de alas que avaliam o cenário com cautela.

Na Câmara Alta, o foco recai sobre o conteúdo de apoio nos blocos centrais e na relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A expectativa é de 41 votos favoráveis para a confirmação, número considerado difícil de alcançar diante da resistência de parte do centrão.

O governo sustenta que a votação dependerá de contatos individuais e da percepção sobre o papel de Messias na defesa do núcleo técnico da AGU. Enquanto isso, o envio da mensagem de indicação ainda não ocorreu, o que mantém a tramitação em suspenso no momento.

Estratégias em jogo

  • O governo admite que a data da sabatina depende de conversas entre Lula e Alcolumbre para reduzir atritos.
  • Legisladores do PL sinalizam posição variável, com alguns inicialmente contrários, mas outros cogitando votos condicionais.
  • Pesos diferentes entre as bancadas centrais dificultam um acordo coletivo, tornando as negociações individuais mais relevantes.

Fontes de referência indicam que o Palácio do Planalto aposta no fator religioso e no apoio de ministros do STF para ampliar o leque de votantes favoráveis. A proxidão entre as próprias lideranças também é apontada como elemento decisivo no desfecho.

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