- O ministro Alexandre de Moraes autorizou a visita da filha Laura Bolsonaro, menor de idade, acompanhada da mãe Michelle Bolsonaro, à Polícia Federal de Brasília, pela manhã, com duração máxima de trinta minutos.
- Moraes autorizou também a visita de Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro (PL), pelo mesmo tempo e na mesma data, desde que as visitas ocorram separadamente.
- As autorizações foram concedidas apenas com pedidos apresentados pelos advogados de Jair Bolsonaro; pedidos de terceiros foram negados.
- Moraes também deferiu o cadastro de três pessoas para a entrega de comida externa a Bolsonaro, desde que cumpridos horários e com fiscalização da Polícia Federal.
- Jair Bolsonaro permanece preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após a conversão da prisão domiciliar em prisão preventiva em regime fechado no contexto de inquérito sobre possível obstrução à Justiça envolvendo Eduardo Bolsonaro.
O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou, nesta segunda-feira (1º), visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. As liberações ocorrem dentro do inquérito que apura possível obstrução à Justiça, ligado a Eduardo Bolsonaro. A decisão mantém Bolsonaro preso de forma preventiva desde novembro, quando sua prisão domiciliar foi convertida em prisão preventiva em regime fechado.
Moraes determinou que a filha, Laura Bolsonaro, menor de idade, possa visitar o pai com a companhia da mãe dele, Michelle Bolsonaro, por até 30 minutos. A visita está marcada para a manhã de quinta-feira (4) e deve ocorrer separadamente de outras visitas. O magistrado também autorizou, para o mesmo dia, a visita do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), igualmente por 30 minutos.
Além das visitas, o ministro autorizou o cadastro de três pessoas para entregar comida externa a Bolsonaro, desde que cumpram horários e sejam fiscalizadas pela Polícia Federal. O ex-presidente havia rejeitado a alimentação fornecida pela PF por cautela com possíveis envenenamentos. Todas as autorizações dependem de pedidos apresentados apenas pelos advogados de Bolsonaro.
Contexto adicional: Bolsonaro permanece custodiado na PF em Brasília desde a decisão de Moraes, que também avaliou diligências e medidas relativas à custódia, vigilância com tornozeleira e o andamento do caso desde novembro. O ministro já havia analisado pedidos envolvendo vigilância, alimentação externa e outras diligências relacionadas ao inquérito.
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