- Sóstenes Cavalcante, líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, endossou a nota de Davi Alcolumbre criticando a estratégia do governo de atrasar o envio da mensagem de indicação de Jorge Messias ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, mantendo o sabatina para 10 de dezembro.
- A nota aponta que o Planalto estaria interferindo e desrespeitando a independência entre os Poderes, segundo Cavalcante.
- Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, disse que o governo mantém o respeito pela atuação do Senado e afirmou que os processos ocorrem com transparência e lealdade entre Executivo e Senado.
- O contexto envolve a tensão entre Executivo e Senado após a volta de Barroso, que anunciou aposentadoria, e a pressão sobre a data da sabatina de Messias.
- A defesa de Alcolumbre e as declarações de Cavalcante sinalizam que o cronograma de sabatina continua sob avaliação, com críticas à forma como o governo tem conduzido a indicação.
Foi divulgado neste domingo (30) que Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, endossou nota do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O texto critica a estratégia do governo em atrasar o envio da mensagem de indicação de Jorge Messias ao STF e mantém o agendamento da sabatina para 10 de dezembro. A ideia é reafirmar a independência entre os Poderes.
A nota aponta que o governo tenta impor um cronograma e culpa terceiros pela desordem interna. Cavalcante afirma que, quando o Senado cobra respeito, o Executivo ultrapassa limites. Ele também critica a percepção de interferência na pauta do Senado.
Ainda segundo o líder do PL, o governo busca “mandar no Senado” e desrespeitar prerrogativas do Legislativo. A posição de Alcolumbre é vista como resposta à estratégia de atrasar a sabatina de Messias, prevista para ocorrer em dezembro.
Reações e desdobramentos
A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, respondeu destacando o respeito do governo pela relação institucional com o Senado. Ela negou a prática de fisiologismo ou de negociação de cargos.
Barroso anunciou aposentadoria, fortalecendo o debate sobre o perfil do indicado. O episódio integra a tensão entre Executivo e Senado, que já refletia disputas anteriores sobre o momento da confirmação de Messias.
Aguarda-se o desfecho sobre a indicação, com o Senado mantendo o calendário de sabatina para 10 de dezembro. A continuidade do impasse depende de eventuais novas sinalizações do Planalto e de como as comissões e líderes vão conduzir a pauta.
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