- O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), disse haver vinculação “umbilical” entre o PT e facções criminosas durante audiência pública na Câmara sobre a PEC da segurança pública.
- Caiado criticou o CNJ e defendeu a vigência da prisão, atacando planos da esquerda de desmilitarizar a polícia e citando a ADPF nº 347 (Plano Pena Justa) como contramão do necessário combate à criminalidade.
- A deputada Maria do Rosário (PT-RS) rebateu, afirmando que era um comício de Caiado, e não uma posição oficial do governo.
- O debate ocorre em meio a críticas à ideia de enfraquecer a gestão estadual na segurança pública e à discussão sobre a desmilitarização do policiamento, defendida pela esquerda.
- A operação Contenção, no Complexo da Penha, RJ, deixou cento e vinte e duas pessoas mortas e levou o STF a tratar da ADPF das favelas (nº 635), com impacto no panorama político.
Na Câmara dos Deputados, uma audiência pública realizada nesta terça-feira reuniu governadores para debater a PEC da segurança pública. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, participou defendendo a vigência da prisão e criticando a ideia de desmilitarizar o policiamento, que contaria com apoio da esquerda. O tema envolve o papel da polícia e o sistema carcerário.
Caiado projetou uma ligação entre o PT e facções criminosas, afirmando que a política do partido seria incentivar a soltura de detidos para não enfrentar condenação. Ele ressaltou a necessidade de manter a atuação da polícia militar e criticou planos de desmilitarização apresentados pela esquerda.
A intervenção do CNJ na segurança pública também foi criticada pelo governador, que questionou a competência do órgão para determinar ações estaduais. O STF, por meio de decisões como a ADPF 347, instituiu o Plano Pena Justa para relação ao estado carcerário, segundo Caiado.
Durante o encontro, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) reagiu às colocações de Caiado, ressaltando o caráter político da manifestação. O PT ainda não apresentou uma posição oficial sobre o tema discutido.
O debate ocorre num momento de tensão após a Operação Contenção, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, que resultou em 122 mortes e 113 prisões, aumentando a pressão sobre a gestão estadual da segurança pública. A repercussão levou o STF a tratar o tema na ADPF 635.
A pauta envolve também a atuação do STF e do CNJ no foco de segurança pública, com governadores defendendo que novos marcos legais fortaleçam as estruturas estaduais. O espaço para manifestações permaneceu aberto, com expectativa de posicionamentos oficiais futuros.
Entre na conversa da comunidade