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Campagnolo critica debates públicos da direita sobre estratégia política

Ana Campagnolo critica debates públicos sobre 2026, defende Michelle Bolsonaro e alerta sobre avalanche de ódio na direita, pedindo amadurecimento

Deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), em entrevista ao Café com a Gazeta do Povo. (Foto: Reprodução/Youtube/Gazeta do Povo)
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  • A deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) lamentou discussões públicas sobre as eleições de 2026 envolvendo seu partido, citando os casos de Santa Catarina e Ceará.
  • A avaliação foi feita durante o Café com a Gazeta do Povo nesta terça-feira (2), em que afirmou que não é adequado debater esse tipo de assunto publicamente, mas que é pior não discutir estratégias.
  • Campagnolo denunciou avalanche de ódio nas redes sociais dentro da própria direita após as divergências entre membros do grupo.
  • Ela afirmou que há “um grupo de direita tentando aniquilar o outro” e defendeu Michelle Bolsonaro contra a acusação de tentar atropelar as decisões do marido.
  • A deputada encerrou dizendo que a direita precisa amadurecer.

Durante o Café com a Gazeta do Povo, nesta terça-feira, a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC) lamentou as discussões públicas sobre as eleições de 2026 entre dirigentes do próprio partido. Ela citou casos ocorridos em Santa Catarina, envolvendo Ana Campagnolo, e no Ceará, envolvendo Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e presidente nacional do PL Mulher.

A parlamentar afirmou que discutir estratégias de campanha em público não é ideal, mas enfatizou que não discutir também é problemático. Campagnolo criticou a avalanche de críticas nas redes sociais provocada pelas divergências internas, dizendo que há uma tentativa de anonimato da própria direita contra colegas e aliados que discordam.

Ela destacou que esse ambiente de hostilidade interna caracteriza um grupo de direita tentando aniquilar o outro, o que, segundo ela, aponta a necessidade de amadurecimento do campo político. A deputada também saiu em defesa de Michelle Bolsonaro, rejeitando a ideia de que a ex-primeira-dama tenha a pretensão de atropelar as decisões do marido, classificando a alegação como absurda.

Contexto e repercussões

Campagnolo lembrou as controvérsias anteriores envolvendo as trajetórias políticas de figuras ligadas ao PL e disse que o debate público sobre estratégias eleitorais não deve se tornar motivo para ataques pessoais. Ela pediu que a direita encontre caminhos de diálogo e responsabilidade na construção de mensagens e propostas.

A crítica às redes sociais, segundo a deputada, não pode se transformar em censura ou expulsão de vozes internas. Ela reforçou que o objetivo é discutir planos de ação com clareza, sem demonizar colegas que divergem sobre táticas e prioridades para 2026.

Defesa de Michelle Bolsonaro

A parlamentar ressaltou a importância de manter o foco em propostas e resultados, ao defender Michelle Bolsonaro contra acusações de intromissão indevida nas decisões políticas do marido. Campagnolo frisou que a ex-primeira-dama atua no âmbito institucional do PL Mulher e que as decisões partidárias devem ser respeitadas dentro das regras do partido.

Para Campagnolo, o equilíbrio entre diferentes vozes dentro da legenda é essencial para a coesão e para a construção de um projeto comum. Ela concluiu reiterando a necessidade de amadurecimento político e de um ambiente menos hostil entre aliados.

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