- A Câmara analisa nesta terça-feira (2) o processo de perda de mandato da deputada Carla Zambelli (PL‑SP) após condenação por invadir o CNJ e perseguir com arma um opositor em São Paulo.
- O STF decretou a perda do mandato, e a Câmara avalia cassação; a votação chegou a ser adiada por sigilo imposto pelo ministro Alexandre de Moraes.
- A extradição da deputada ao Brasil ainda tramita; ela permanece presa na Itália, onde está após fugir do país.
- O relator, deputado Diego Garcia, disse que o sigilo dificulta a elaboração do parecer final, o que pode manter a análise sem data definida.
- A Procuradoria-Geral da República citou o caso na denúncia; Zambelli nega as acusações e afirma inocência.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara analisa nesta terça-feira o processo que pode resultar na perda do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Ela foi condenada por invadir o CNJ e por perseguir, armada, um opositor do ex-presidente Bolsonaro em São Paulo. Embora o STF já tenha decretado a perda do mandato, cabe agora à Câmara avaliar a cassação após o trânsito em julgado.
Depoimentos recentes, colhidos em setembro, envolveram a deputada e o hacker Walter Delgatti Neto. Ele afirma que houve um acordo para invadir sistemas do Poder Judiciário em troca de emprego; Zambelli, porém, nega a versão. O caso segue em disputa, com réplicas da defesa, que sustenta inocência e alega perseguição política.
Depoimentos recentes, em setembro, envolveram a deputada e o hacker Walter Delgati Neto. Ele afirmou que houve acordo para invadir sistemas do Poder Judiciário em troca de emprego; Zambelli nega a versão. O caso teve réplicas na defesa, que sustenta inocência e aponta perseguição política.
Na Itália, após anunciar fuga, Zambelli declarou que deixou o país para tratar da saúde e defender a liberdade de expressão. Enquanto isso, o governo brasileiro recebeu notificações sobre a extradição, e Moraes determinou à Interpol a inclusão do nome da parlamentar na lista de difusão vermelha.
O regimento da Câmara prevê cassação de mandato quando há condenação criminal definitiva. A extradição, no entanto, continua em análise e sem data definida, ao mesmo tempo em que a CCJ avalia o parecer do relator Diego Garcia, que relata dificuldades para concluir o texto devido ao sigilo imposto pelo STF.
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