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Centrão dividido e Lula em campo: Messias entra no mês da sabatina

Indicação de Messias avança para sabatina na CCJ em dezembro; governo busca apoio do Centrão e enfrenta resistência de Alcolumbre, com CPMI do INSS em pauta

Centrão dividido e Lula em campo: como Jorge Messias entra no mês de sua sabatina no Senado
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  • Indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal entra na fase decisiva, com sabatina marcada para 10 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e o governo espera parecer favorável do relator Weverton Rocha.
  • O Centrão, especialmente MDB, Republicanos e PSD, atua como atores-chave, enquanto Davi Alcolumbre mantém posição de oposição e é o principal obstáculo da indicação.
  • Na CCJ, Messias precisa de maioria simples, ou seja, 14 votos, para avançar; no plenário, são necessários 41 votos para confirmação.
  • Lula pode atuar para mapear apoios e reduzir tensões com o Senado, caso o clima não melhore antes da sabatina; participação direta ainda não foi formalizada.
  • A pauta é influenciada pela CPMI do INSS, com nova rodada de tentativas de convocação para presença da Advocacia-Geral da União nas próximas sessões.

A indicação de Jorge Messias ao STF entra na fase decisiva de dezembro. A sabatina está prevista para 10 de dezembro na CCJ do Senado. O governo avalia o ambiente no colegiado como relativamente favorável, especialmente após o relator Weverton Rocha apresentar parecer.

O Centrão ganha destaque na disputa. MDB, com 11 senadores, aparece como alvo estratégico e pode influenciar o placar. Líderes da legenda já discutem com a Advocacia-Geral da União e avaliam posição menos hostil ao indicado, ainda sem consenso.

O Republicanos sinalizou apoio inicial, mas ainda vai consolidar posição interna. A direção da sigla trabalha para alinhamento entre seus senadores, com conversas em andamento antes de uma decisão formal.

O PSD, maior bancada, também terá papel decisivo. Kassab tem incentivado voto favorável, em linha com o Planalto, pois o apoio do partido pode influenciar indecisos. A CCJ tende a ter clima menos tenso que o plenário.

Na prática, Messias precisa apenas de maioria simples (14 votos) na CCJ para seguir à sabatina. Já no plenário, com 41 votos, o cenário é menos previsível e depende de apoio de líderes e da atuação do presidente da Casa, Alcolumbre, que pode opositar ao nome.

Lula acompanha a costura política e pode atuar junto a líderes para mapear apoios e reduzir tensões, caso haja desgaste com Alcolumbre. Ainda não há confirmação de intervenção direta do Planalto, mas o presidente acompanha os contatos.

A pauta se complica com a CPMI do INSS. A votação de convocação de Messias para a comissão pode influenciar o ambiente e a estratégia de alianças no Senado, já que o presidente do colegiado, Carlos Viana, planeja levar os requerimentos à pauta.

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