- O ex-coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios do INSS, Jucimar Fonseca da Silva, foi preso no fim de seu depoimento à CPMI do INSS, no Senado, por contradições e descumprimento de convocações.
- A prisão foi ordenada pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana, e executada pela Polícia Legislativa, com Silva liberado após pagamento de fiança.
- Silva afirmou que só a partir de dois mil e vinte e três passou a assinar pareceres, mas documentos comprovam atuação em dois mil e vinte e um, no Amazonas, influenciando descontos em massa na folha de aposentados.
- Parlamentares questionaram pareceres que liberaram acordos de cooperação técnica, considerados responsáveis por bilhões em descontos, com o MP tendo se oposto aos descontos.
- A CPMI pretende prorrogar os trabalhos até maio de dois mil e vinte e seis, e há expectativa de atuação da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal para esclarecer a atuação dele entre dois mil e vinte e um e dois mil e vinte e três.
O ex-coordenador-geral de Pagamentos e Benefícios do INSS, Jucimar Fonseca da Silva, foi preso ao final de seu depoimento à CPMI do INSS. A prisão ocorreu no Senado, após o relato de contradições e descumprimento de convocações. Silva foi conduzido coercitivamente pela Polícia Legislativa e liberado após pagamento de fiança.
A sessão, presidida pelo senador Carlos Viana, avaliou a atuação de Silva na liberação de descontos bilionários em aposentadorias e pensões. Parlamentares apontaram que ele assinou pareceres técnicos que abriram caminho para acordos de cooperação técnica e descontos associados. O Ministério Público já havia se manifestado contrariamente a esses descontos.
Segundo o presidente da CPMI, Silva só teria começado a assinar pareceres em 2023, mas documentos apresentados indicam atuação em 2021, no Amazonas, fator determinante para a prisão. Viana também informou que a CPMI pretende prorrogar os trabalhos até maio de 2026. A investigação envolve possíveis ações da PF e do STF.
Panorama da CPMI
As apurações apuram irregularidades entre 2021 e 2023. A comissão pretende ouvir novas explicações sobre a atuação de Silva nesse período. A defesa de Silva afirmou que a prisão foi atípica, mas confirmou a liberação após a caução. A CPMI mantém o foco em esclarecer responsabilidades relacionadas aos acordos de cooperação técnica.
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