- A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg aponta 48,6% de avaliação ruim/péssimo e 44,4% ótimo/bom, com margem de erro de 1 ponto percentual e 95% de confiança; foram entrevistadas 5.510 pessoas entre 22 e 27 de novembro, nas cinco regiões.
- A desaprovação supera a aprovação do governo Lula, com críticas centradas em segurança pública e combate à corrupção.
- O grupo mais crítico inclui homens, pessoas com ensino médio completo, de 16 a 34 anos, não beneficiários do Bolsa Família, moradores das regiões Sul, Norte e Centro-Oeste, com renda entre R$ 2 mil e R$ 5 mil.
- A série histórica mostra variações desde janeiro de 2024, com estabilização em setembro e outubro, e nova oscilação em novembro.
- A percepção econômica é de que a situação está ruim (54%) e o emprego preocupa (46%), com pessimismo sobre os próximos seis meses (42% dizem que pode melhorar em relação a 41%). A “taxa das blusinhas” segue como uma das principais queixas (65%).
A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a superar a avaliação favorável, segundo nova rodada da AtlasIntel/Bloomberg, publicada nesta terça-feira. A pesquisa ouviu 5.510 pessoas entre os dias 22 e 27 de novembro, em todas as cinco regiões.
O levantamento aponta 48,6% dos respondentes classificando o governo como ruim/péssimo e 44,4% como ótimo/bom, com 7% avaliando como regular. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
A sondagem identifica que a percepção negativa está fortemente ligada a preocupações com segurança pública, impostos e corrupção. A avaliação crítica partiu principalmente de homens, com ensino médio completo, na faixa entre 16 e 34 anos, moradores das regiões Sul, Norte e Centro-Oeste, com renda entre R$ 2 mil e R$ 5 mil.
Fatores e perfil dos entrevistados
A análise aponta que a insegurança pública, a chamada “taxa das blusinhas” e a discussão sobre impostos ajudam a explicar o tom geral da avaliação. Entre os erros citados pelo público, o efeito de mudanças em IOF e a fiscalização de transações por PIX ganham destaque, respectivamente com 58% e 53%.
Na leitura da situação econômica, a maioria avalia o momento como ruim (54%), enquanto 46% considera o emprego como ruim. No curto prazo, 42% acreditam que a situação econômica não deverá melhorar nos próximos seis meses, frente a 41% que ainda mantêm expectativa de melhora.
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