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Encontro com Masha transforma a vida de integrante do Pussy Riot

Alyokhina relembra encontro com Kjartansson no GES-2, aponta ostentação e brutalidades do regime e diz que turismo e status escondem prisões e torturas

As an anti-Putin activist, Maria Alyokhina was forced to flee Russia
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  • Alyokhina relembra seus protestos contra a Rússia de Putin em Political Girl: Life and Fate in Russia, livro que traça anos de dissidência.
  • Em mil dois, ela e Nadya Tolokonnikova passaram quase dois anos na prisão após filmarem Punk Prayer na Catedral do Cristo Redentor, em Moscou.
  • Em 2022, Alyokhina fugiu da Rússia disfarçada de entregadora de comida, usando documento de viagem europeu supostamente facilitado por Ragnar Kjartansson.
  • No final de dois mil e vinte e um, durante a abertura do centro GES-2 em Moscou, Kjartansson descreveu o espaço, a ostentação do regime e a ideia de que turismo e status ocultam prisões e torturas.
  • O centro é destacado na matéria como cenário de uma narrativa sobre poder; a obra central é Political Girl Life and Fate in Russia, de Alyokhina, com 480pp, 25 pounds (hb).

Maria Alyokhina, ativista e artista do Pussy Riot, relata em Political Girl: Life and Fate in Russia suas lutas contra o governo russo de Vladimir Putin, destacando décadas de dissidência. O livro reúne narrativas sobre protestos e experiências pessoais, com foco na repressão e na resistência.

Alyokhina ficou presa por quase dois anos em 2012, ao lado de Nadya Tolokonnikova, após a filmagem do Punk Prayer na Catedral do Cristo Redentor, em Moscou. A detenção ocorreu durante a escalada de ações performativas e políticas da dupla contra o regime.

Em 2022, a ativista fugiu da Rússia disfarçada de entregadora, utilizando um documento de viagem europeu supostamente facilitado por Ragnar Kjartansson, artista islandês. A saída ocorreu em meio a pressões políticas e repressão contínua.

No relato, Alyokhina relembra o encontro com Kjartansson em 2021, na abertura do centro GES-2, em Moscou. Ela descreve o espaço, com traços de arquitetura escandinava, paredes brancas e grandes janelas, situado sobre o Kremlin e a Catedral de Cristo Redentor.

A abertura do GES-2 é apresentada no texto como símbolo de ostentação cultural acompanhada de críticas ao regime. Alyokhina cita valores de investimento e a presença de Leonid Mikhelson, oligarca russo, responsável por aportes de cerca de 470 milhões de dólares no projeto, segundo a narrativa.

Ela descreve a conversa com Kjartansson e o encontro com o público do evento, incluindo o intérprete que apresenta trechos da exibição. A ativista enfatiza a dualidade entre turismo cultural e prisões políticas, sugerindo que o status internacional pode ocultar violações, perseguições e torturas.

O trecho final do relato enfatiza a visão crítica sobre a fachada urbana de Moscou, onde manifestações de arte convivem com restrições severas a direitos políticos. A obra Política Girl Life and Fate in Russia compõe o eixo central do volume, publicado pela Allen Lane em 480 páginas.

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