- Governo indiano determinou que grandes empresas de tecnologia instalem o aplicativo estatal Sanchar Saathi em celulares, com noventa dias para cumprir.
- Apple estaria relutante em cumprir; outras companhias não se manifestaram publicamente; o governo afirma que o app não viola privacidade.
- O Sanchar Saathi permite bloquear e rastrear aparelhos perdidos, verificar números registrados e reportar chamadas suspeitas, além de checar a autenticidade de dispositivos usados.
- Críticos veem risco de vigilância, enquanto o Android domina o mercado com cerca de noventa e cinco por cento das vendas no país.
- O ministro das Comunicações, Jyotiraditya Scindia, disse que manter ou eliminar o aplicativo é opção do usuário e que ele pode ser desinstalado como qualquer outro app.
Na Índia, o governo ordenou que grandes empresas de tecnologia pré-instalem o aplicativo estatal Sanchar Saathi em todos os celulares, com prazo de 90 dias. A medida exige que o app seja colocado antes da venda e, para os aparelhos já comercializados, por atualização de software. A justificativa oficial aponta finalidade de segurança cidadã.
Relatos indicam que a Apple pretende não cumprir a ordem, citando riscos de segurança. Registram-se também críticas sobre vigilância por parte da oposição e de ativistas digitais, que veem no app instrumentos de monitoramento de usuários. A defesa do governo nega violação de privacidade.
O ministro das Comunicações, Jyotiraditya Scindia, afirmou que a decisão de manter ou eliminar o app é do usuário, não do fabricante. Dados mostram que o Android domina o mercado indiano, respondendo por cerca de 95% das vendas de smartphones no país, o que amplia o alcance potencial do Sanchar Saathi.
O governo sustenta que o app facilita bloquear aparelhos perdidos ou furtados, além de permitir verificar a titularidade de linhas associadas aos aparelhos. O serviço também visa identificar números fraudulentos usados em golpes e confirmar a autenticidade de dispositivos usados antes da compra.
Reação e próximos passos
Críticos afirmam que o app pode ampliar a vigilância sobre os habitantes. Grupos de defesa digital dizem que a iniciativa pode restringir a privacidade individual e pedem reconsideração. A Apple ainda não comentou oficialmente sobre o assunto, e outras empresas não se posicionaram de forma pública até o momento.
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