- O relator da Comissão de Constituição e Justiça, Diego Garcia, votou pela rejeição da cassação de Carla Zambelli, argumentando que não houve prova de que ela tenha ordenado invasões aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça.
- Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão em regime fechado por participação em esquema com hacker para inserir documentos falsos na base do CNJ; o STF também decretou a perda de mandato, sujeita à decisão da Câmara.
- A Comissão ainda precisa votar; se aprovar o parecer, o caso seguirá ao plenário da Câmara, onde são necessários 257 votos para confirmar a cassação.
- O relator mencionou sigilo processual e indicou indícios de perseguição política; a defesa alegou cerceamento de defesa, mas o recurso foi negado.
- Zambelli permanece presa em Roma desde julho, aguardando extradição ao Brasil, com trâmites pela Interpol em curso.
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão em regime fechado, por participação em suposto esquema para inserir documentos falsos na base do CNJ, com envolvimento de hacker. A decisão também determinou a perda de mandato, mas a Câmara precisa confirmar o afastamento.
Na CCJ, o relator Diego Garcia (PL-SP) votou pela rejeição da cassação. Ele afirmou não ter encontrado provas de que Zambelli tenha ordenado as invasões aos sistemas do CNJ. Ainda depende de votação pelo colegiado para seguir ao plenário da Câmara.
Segundo Garcia, houve sigilo processual e ataques políticos, o que dificulta a completude das informações. Ele mencionou indícios de perseguição política e apontou que a Câmara não pode se basear apenas em suspeitas para a perda de mandato.
Zambelli permanece presa em Roma desde julho, enquanto aguarda extradição ao Brasil. Ela deixou o país antes da confirmação definitiva da condenação pelo STF, o que levou à inclusão na lista vermelha da Interpol.
O caso envolve o hacker Walter Delgatti Neto, apontado como coautor do esquema. O STF já confirmou a condenação, mas ainda cabe à Câmara decidir sobre a cassação do mandato.
Caso o relatório seja aprovado pela CCJ, o processo retorna ao plenário da Câmara, onde são necessários 257 votos para confirmar a cassação. A defesa de Zambelli tentou contestar a condenação por cerceamento de defesa, mas o recurso foi negado.
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