- A Polícia Federal abriu uma operação para investigar ataque hacker contra apoiadores do PL 1904/2024, que propõe equiparar aborto ao homicídio após a 22ª semana.
- A PF apontou dois suspeitos envolvidos na invasão, um em São Paulo e outro em Curitiba, com vasculhamento de endereços e apreensão de itens.
- A corporação não confirmou quais sites foram atingidos nem por quanto tempo as páginas ficaram indisponíveis.
- A investigação continua para identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los.
- O PL 1904/2024, de deputados bolsonaristas liderados por Sóstenes Cavalcante, tramita na Câmara para alterar o Código Penal; chegou a tramitar com urgência em 2024, foi retirado e hoje está parado na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, aguardando audiência pública.
Ainda não foi possível confirmar detalhes do horário exato da invasão, mas a Polícia Federal abriu, nesta terça-feira, uma operação para investigar ataque hacker contra apoiadores do PL 1904/2024, que propõe equiparar abortos ao homicídio após a 22ª semana. O objetivo é identificar responsáveis e responsabilizá-los. A PF aponta dois suspeitos ligados a invasões ocorridas em São Paulo e Curitiba, com vasculhamento de endereços e apreensão de itens. As investigações seguem para mapear todos os envolvidos e os responsáveis pelos ataques.
Segundo a corporação, vários sites ligados a deputados de direita ficaram fora do ar após o apoio ao projeto ter sido divulgado. A PF não detalhou quais plataformas foram atingidas nem o tempo de indisponibilidade, citando investigação em andamento. A ação visa esclarecer a origem do ataque e evitar novas invasões a autoridades que apoiam o PL.
Contexto do PL 1904/2024
O projeto de lei, apresentado por um grupo de deputados bolsonaristas liderados por Sóstenes Cavalcante, busca modificar o Código Penal para equiparar a prática de aborto após a 22ª semana ao crime de homicídio. A proposta gerou polêmica e mobilização de grandes manifestações nacionais, que chegaram a pressionar a retirada de pauta em 2024. Hoje, o texto permanece parado na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, aguardando audiência pública.
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