- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, subiu o tom contra o governo após Lula indicar Jorge Messias ao STF, gerando crise entre Legislativo e Executivo.
- Ele afirmou sofrer ataques de autoridades desde a indicação e criticou a descontextualização de decisões institucionais.
- A Polícia Legislativa investiga quem patrocinou as agressões ao Congresso.
- Alcolumbre também criticou decisão de Gilmar Mendes sobre impeachment de membros da Corte.
- Em plenário, disse não se curvar a uma metodologia de ataques entre poderes e defendeu as prerrogativas do Senado.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, criticou nesta quarta-feira (3) o governo de Lula no plenário. O desabafo ocorreu após a indicação de Jorge Messias ao STF, movida pelo Executivo e cercada de crise institucional. Alcolumbre afirmou que é atacado por autoridades desde a indicação, em meio a um embate entre Poderes.
Ele disse que há descontextualização de decisões e alegou que autoridades insistem em dizer que o Senado usurpa prerrogativas ao indicar para o STF. Em discurso direto, o senador reforçou que não aceita ataques infundados e que não se curvará a metodologias que, segundo ele, contribuiriam para agravar tensões entre os Poderes.
Além disso, Alcolumbre mencionou críticas a declarações que teriam classificado o Congresso como inimigo do povo. A Polícia Legislativa investiga quem patrocinou as agressões contra o Congresso. O senador também criticou decisão do ministro Gilmar Mendes sobre o andamento de impeachments contra integrantes da Corte.
Investigação em curso
A Polícia Legislativa apura a origem das agressões e dos ataques dirigidos ao Congresso, segundo o relato de Alcolumbre. Não houve detalhamento de nomes ou fatos específicos em plenário, mas o foco é identificar responsáveis por pressionar instituições. A discussão sobre impeachment permanece em debate interno no STF, com repercussões políticas ainda não definidas.
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