- A PF prendeu Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, na Operação Unha e Carne, sob suspeita de vazamento de informações da Operação Zargun e envolvimento em esquema no Ceperj.
- O mandado de prisão foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e há evidências de contato de Bacellar com TH Joias para alertar sobre mandados e orientar destruir provas.
- A prisão aumenta a crise política no Rio de Janeiro e complica a situação do governador Cláudio Castro no Tribunal Superior Eleitoral, com perspectiva de cassação de ambos.
- Havia tensão entre Bacellar e Castro desde o rompimento pela disputa pela sucessão, que incluiu demissão de Washington Reis e ameaças a uma CPI sobre propina.
- Nos bastidores, havia planos para que Bacellar e Castro fossem nomeados ao Tribunal de Contas do Estado como manobra para fugir de ação da Justiça Eleitoral.
A Polícia Federal prendeu Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, na Operação Unha e Carne, sob suspeita de vazamento de informações da Operação Zargun. O mandado foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A investigação aponta contato de Bacellar com TH Joias para alertar sobre mandados e orientar a destruição de provas.
Bacellar era apontado como candidato à sucessão de Cláudio Castro, mas houve um racha após a demissão do secretário de Transportes, Washington Reis, durante a disputa. Além disso, tenta-se discutir a cassação de ambos no TSE e planos envolvendo o TCE. Investigações anteriores envolveram Ceperj e indícios de uso político da Alerj.
O cenário político do estado permanece tenso, com a possibilidade de cassação no TSE ainda em pauta. A crise atinge diretamente o governo de Castro, que vê desafios para manter a governabilidade e a liderança na gestão das etapas eleitorais.
Impactos políticos
A prisão de Bacellar aumenta a pressão sobre Castro e eleva a interdição de alianças envolvendo o TCE. A ameaça de cassação já era poucas semanas de distância, alimentando articulações internas para evitar novas fragilidades institucionais.
A acusação envolve suposto esquema no Ceperj para compras de voto, com tramitação de dados que extrapolam o âmbito estadual. A defesa de Bacellar ainda não havia se manifestado publicamente até o momento. As informações são objeto de apuração e não representam decisão final sobre responsabilidade.
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