- Um relatório afirma que o Pentágono está formando estoques de dezenas de minerais críticos, incluindo ao menos 38 minerais e metais, como lítio, cobalto, grafite e terras-raras, para uso em hardware militar.
- O Departamento de Defesa planeja armazenar quase 7.500 toneladas métricas de cobalto, segundo o estudo.
- O relatório aponta que o Pentágono financiou ou sinalizou interesse em apoiar pelo menos vinte iniciativas de mineração nos EUA e no Canadá desde 2023, somando quase US$ 1 bilhão, com participação direta em empresas de minerais críticos.
- O documento calcula que o estoque de minerais poderia ter sido usado para gerar cerca de 80,2 gigawatts-hora de capacidade de baterias, ou produzir aproximadamente 100 mil ônibus elétricos.
- O relatório sustenta que a prioridade militar sobre soluções climáticas pode afetar cadeias de suprimentos e a transição energética; o Pentágono não comentou.
O Pentágono está formando estoques de minerais críticos, incluindo 38 materiais, para uso em hardware militar, segundo relatório recente. O programa de Armazéns de Defesa Nacional, ligado ao DoD dos EUA, planeja acumular quase 7.500 toneladas métricas de cobalto em novas reservas. A ação faz parte de uma estratégia de suprimentos com peso orçamentário e industrial.
O estudo aponta que, desde 2023, o governo federal investiu cerca de US$ 1 trilhão em orçamento e iniciativas de mineração nos EUA e Canadá. Pequenos passos já beneficiam empresas e áreas industriais, com participação direta do governo em alguns projetos de mineração de minerais críticos.
Para defensores do clima, a prioridade militar sobre soluções climáticas é o ponto de contestação central. Estocar cobalto e outros minerais pode reduzir recursos disponíveis para transição energética, como baterias de veículos elétros e armazenamento de energia, segundo o relatório.
O documento descreve como o DoD, maior emissor institucional de gases de efeito estufa, usa seu peso financeiro para moldar cadeias de suprimento. Autoridades do Pentágono costumavam enfatizar preocupações climáticas, mas o enfoque mudou sob a administração anterior.
De acordo com o estudo, o programa de estoques pode influenciar mercados inteiros de minerais, absorver riscos e direcionar investimentos para capacidades industriais com fins militares. Em especial, 20 iniciativas de mineração, nos EUA e no Canadá, teriam recebido financiamento ou sinalização de apoio próximo a US$ 1 bilhão desde 2023.
Apesar dos custos, o relatório aponta benefícios potenciais industriais, mas alerta para impactos na transição energética. A captura desses materiais para fins bélicos, segundo o estudo, pode atrasar avanços em descarbonização e impacto positivo na rede elétrica.
O Pentágono não comentou o relatório quando procurado. O DoD não respondeu a solicitações de esclarecimentos sobre as operações de estoque nem sobre possíveis impactos de longo prazo na política ambiental.
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