- A CPMI do INSS rejeitou a convocação de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) e de Jorge Messias, com votos governistas contra as oitiva e a favor da oitiva de autoridades da AGU em momentos diferentes.
- Foi aprovada de forma simbólica a convocação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para depor sobre a atuação da Zema Financeira nas investigações sobre fraudes em empréstimos consignados a aposentados.
- Os votos para Lulinha ficaram 19 a 12 e para Messias, 19 a 11, com a bancada do governo atuando contra as convocações que envolvem a gestão do presidente Lula.
- A defesa de Zema afirma que ele não integra a administração da empresa desde 22 de outubro de 2018 e que a convocação tem motivação político-eleitoral.
- A CPMI encerra as atividades de 2025 na quinta-feira e retoma os trabalhos apenas em fevereiro, após aprovarem mais de cem requerimentos, incluindo novas convocações e pedidos de documentos.
A CPMI do INSS rejeitou nesta quinta-feira (4) os requerimentos de convocação do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, e de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A decisão foi tomada em votação que teve maioria governista, com 19 a 12 para Lulinha e 19 a 11 para Messias.
Ao mesmo tempo, houve confirmação para ouvir o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sobre a atuação da Zema Financeira, ligada ao grupo da família. A convocação foi aprovada de forma simbólica, com defesa destacando que Zema não integra a administração desde 2018.
A CPMI também aprovou, em votação ampla, mais de 100 requerimentos, incluindo novas convocações e pedidos de documentos. A expectativa é de que o retorno dos trabalhos ocorra apenas em fevereiro do próximo ano, quando os agentes estudarão, entre outros temas, empréstimos consignados.
Convocações rejeitadas e aprovadas
A rejeição aos depoimentos de Lulinha e Messias foi justificada pela baixa quantidade de elementos que, segundo a base governista, justificariam as oitivações. A oposição sostenha que novas informações podem surgir ao longo das investigações.
A defesa de Zema argumenta que a convocação tem motivação político-eleitoral e que o governador não atua na empresa desde 2018. Parlamentares de oposição e situação divergem sobre o alcance das informações que poderão ser obtidas na oitiva.
Perspectivas e próximos passos
O foco da próxima etapa é a apuração de fraudes em empréstimos consignados a aposentados e pensionistas, com ênfase em bancos, financeiras e entidades que participaram do esquema. A CPMI planeja consolidar os dados paraRelatórios de Inteligência Financeira (RIFs) nos próximos meses.
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