- A CPMI do INSS rejeitou as convocações do ministro Jorge Messias e do filho do presidente Lula, Fábio Lulinha da Silva, em meio a apuração de fraudes em aposentadorias e empréstimos consignados.
- A comissão aprovou a oitiva do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para esclarecer a atuação da Zema Financeira, empresa ligada ao grupo familiar dele.
- As votações para barrar as convocações foram acirradas: Lulinha foi rejeitado por 19 votos a 12 e Messias foi liberado por 19 a 11.
- A defesa de Zema argumenta motivação político-eleitoral, destacando que ele se afastou da administração da empresa em outubro de 2018, antes de assumir o governo.
- O ritmo da CPMI fica para fevereiro, com mais de 100 requerimentos e Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs); não haverá nova convocação de bancos nesta etapa.
A CPMI do INSS rejeitou nesta quinta-feira (4) as convocações de Messias e de Lulinha da Silva, filho do presidente Lula, e aprovou a oitiva do governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O objetivo do colegiado é investigar fraudes em aposentadorias e empréstimos consignados. A decisão ocorreu em meio a embates entre governo e oposição.
A oposição queria ouvir Messias, por suposta demora da AGU em agir contra as fraudes, e Lulinha, ligado a um depoimento que apontou repasse de cerca de R$ 8 milhões ao esquema. Os votos ficaram apertados: 19 a 11 para Messias e 19 a 12 para Lulinha, mantendo-os afastados da Câmara.
Zema será convocado para esclarecer a atuação da Zema Financeira, empresa ligada ao grupo familiar. A defesa afirma que o pedido tem motivação político-eleitoral, lembrando que o governador deixou a gestão da empresa em outubro de 2018, antes de assumir o governo.
Próximos passos
A sessão desta semana encerrou as atividades de 2025. Em fevereiro, a CPMI retoma os trabalhos com mais de 100 requerimentos e RIFs em avaliação, para subsidiar a investigação sobre empréstimos consignados. Não houve novas convocações de bancos aprovadas.
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