- O ministro Dias Toffoli determinou que todas as investigações sobre o Banco Master passem pelo STF e decretou sigilo, exigindo autorização dele para cada ação policial enquanto não houver avaliação.
- A decisão ocorreu após a prisão da cúpula do banco e de temperatura política no Planalto, com pedidos anteriores para que o STF fosse a instância competente.
- Defesas comemoram, dizem que a medida oferece ganho de tempo e temem que o caso tenha desfecho similar à Lava Jato dois ponto zero.
- Investigadores e atores políticos afirmam que as conexões da cúpula formam um conjunto explosivo que preocupa o Judiciário e a política.
- A prisão foi revogada pelo TRF-1, com os dirigentes deixando a cadeia sob tornozeleiras eletrônicas; Vorcaro teve pedido de sigilo analisado pela Justiça.
Ao determinar que todas as investigações sobre o Banco Master passem pelo STF, o ministro Dias Toffoli centralizou o inquérito e decretou sigilo total sobre o processo. A decisão chegou após a prisão da cúpula do banco, há 11 dias, e ocorre em meio a pedidos de reavaliação pela defesa.
Defesas de Vorcaro e dos demais dirigentes comemoram a decisão, afirmando que ganham tempo e reduz o ritmo de ações contra os investigados. Advogados dizem que o caso pode evoluir de forma a se tornar um marco similar à Lava Jato, caso haja novas deliberações.
Centralização no STF e sigilo
Toffoli determinou que, até nova avaliação, qualquer ação policial que exija autorização judicial seja encaminhada ao STF. O ministro também decretou sigilo sobre todo o andamento do inquérito, incluindo pedidos de prerrogativa já feitos pela defesa de Vorcaro.
Antes da decisão, a Justiça Federal autorizou a prisão de Vorcaro e de quatro dirigentes do Banco Master, que ficaram detidos por 11 dias. Eles foram liberados mediante uso de tornozeleiras eletrônicas e passaram a responder em liberdade. O tema segue em acompanhamento pelo Judiciário.
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