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Dino proíbe governo de liberar emendas de Eduardo e Ramagem

Dino proíbe o Executivo de liberar emendas indicadas por Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem no exterior; decisão ainda depende do plenário

Dino proíbe governo de liberar emendas indicadas por Eduardo e Ramagem, que estão nos EUA. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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  • STF, em decisão de Flávio Dino, proibiu o Executivo de liberar ou executar emendas indicadas pelos deputados Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, atualmente nos Estados Unidos.
  • A proibição vale para receber, apreciar, encaminhar, liberar ou realizar atos ligados a novas emendas desses parlamentares, até análise no plenário.
  • O ministro ressaltou que não existe mandato com sede fora do Brasil e que Brasília é a sede dos Poderes; liminar será apreciada pelo plenário.
  • A Câmara aprovou regra que impede registro de presença e voto no exterior, salvo viagens oficiais; ainda em avaliação se vale para os dois deputados.
  • Eduardo Bolsonaro deixou o país em março alegando perseguição política; Ramagem foi condenado a dezesseis anos e está no exterior; Moraes determinou o início do cumprimento da pena.

O ministro do STF Flávio Dino proibiu o governo federal de liberar emendas parlamentares indicadas pelos deputados Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem, que estão nos Estados Unidos. A decisão vale a partir da publicação e abrange receber, apreciar, encaminhar, liberar ou executar novas propostas oriundas desses dois parlamentares.

A liminar pode ser analisada pelo plenário da Corte. Dino destacou que não existe mandato com sede fora do Brasil, reforçando que Brasília é a sede dos Poderes da República. O texto ressalta que não há exercício legítimo de função parlamentar com sede permanente em Washington, Miami, Paris ou Roma.

Medidas e próximos passos

A Câmara dos Deputados aprovou, em paralelo, parecer que impede registro de presença e voto de deputados no exterior, salvo em viagens oficiais autorizadas. O tema permanece em avaliação pelo Legislativo e segue adjacente à decisão do STF.

Eduardo Bolsonaro deixou o país em março, alegando perseguição política. O período de licença acabou em julho, e a Câmara passou a contabilizar suas faltas desde então. O caso envolve ainda Ramagem, ex-diretor da Abin, condenado a 16 anos em processo relacionado a tentativa de golpe, que foi para Miami com a família.

Contexto adicional

Ramagem foi condenado pela Justiça e considerado foragido, com julgamento ocorrido na esfera federal. Moraes determinou, no último dia 25, o início do cumprimento da pena. A decisão de Dino, ainda sujeita à análise do plenário, afetará a atuação do Executivo sobre as emendas indicadas pelos dois parlamentares.

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