- Fachin afirmou que o Judiciário está preocupado com episódios de violência contra a mulher e defendeu romper o silêncio e o preconceito pela denúncia.
- Citou o feminicídio da professora Catarina Karsten, em Florianópolis, e dados que apontam números alarmantes de violência contra mulheres no Brasil.
- Em São Paulo, houve um caso em que uma mulher de 31 anos foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro; motorista foi preso e a polícia aponta feminicídio.
- Ainda em São Paulo, um homem atirou contra uma ex-companheira na pastelaria onde ela trabalhava.
- No Recife, uma grávida e os quatro filhos morreram após fogo na casa; homem de 39 anos foi preso. Isabele Gomes, de quarenta anos, também morreu, junto com as crianças. (com informações da Agência Brasil)
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, destacou nesta quarta-feira (3) a preocupação do Judiciário com episódios de violência contra a mulher, chamados por ele de “estarrecedores”. Segundo Fachin, é essencial romper o silêncio e o preconceito com denúncias e medidas de proteção. A fala ocorreu após casos de violência recente terem ganhado repercussão nacional.
Em São Paulo, uma mulher de 31 anos foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro; o motorista foi preso e a polícia investiga autoria e motivação, com indícios de feminicídio. No mesmo estado, outro ataque ocorreu em uma pastelaria, quando uma ex-companheira foi alvo de tiros, usando duas armas, diante de clientes e colegas.
No Recife (PE), uma mulher grávida e os quatro filhos do casal morreram após fogo criminoso na residência. O homem suspeito, de 39 anos, foi preso no fim de semana. As vítimas tinham idades entre 1 e 7 anos. Fachin ressaltou a necessidade de mudança cultural para ampliar denúncias e responsabilização.
Contexto e dados oficiais
Fachin citou informações oficiais que apontam números consistentes de violência de gênero no Brasil. Dados do Ministério das Mulheres indicam 1.450 feminicídios, além de 2.485 homicídios dolosos e lesões corporais seguidas de morte contra mulheres no ano anterior. A autoridade reforçou o apelo pela proteção às vítimas e pela responsabilização dos agressores.
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