- Nigel Farage negou ter dito algo racista “com malícia” ao responder às acusações feitas por antigos colegas de escola.
- Ele atacou a BBC, disse que não falaria mais com a emissora e criticou a forma como foram feitas perguntas sobre supostas declarações antissemitas.
- Farage afirmou que as lembranças dos ex-colegas podem variar e questionou a cobertura dos programas da BBC dos anos setenta e oitenta.
- Ele leu uma carta de um ex-colega judeu que afirma nunca ter ouvido Farage proferir abusos raciais e disse que as notícias não teriam evidência concreta.
- Os conservadores disseram que Farage usou a coletiva para atacar jornalistas sobre acusações históricas de racismo e antissemita, sem reconhecer culpa.
Nigel Farage, líder do Reform UK, negou ter feito qualquer comentário racista com malícia, durante uma entrevista sobre acusações feitas por antigos colegas de escola. O episódio envolve relatos de Dulwich College e cobertura da BBC.
Farage não chamou seus acusadores de mentirosos, mas reagiu com raiva às perguntas da BBC sobre supostos comentários antissemita. A BBC questionava a relação dele com o ex-colega que o acusa de ter dito “Hitler estava certo” e “Gasemos” a um estudante judeu.
O deputado Richard Tice, vice-líder do grupo, foi alvo de questionamentos da jornalista Emma Barnett sobre depoimentos de ex-colegas. Farage afirmou que as declarações dos colegas são “inventadas” e criticou o jornalismo da emissora.
Ele leu uma carta de um antigo colega judeu que afirma nunca ter ouvido Farage abertamente racista e descreve o ambiente da escola como humor, por vezes ofensivo, mas sem maldade. O remetente diz que, na época, muitos falavam de forma inadequada sem preconceito.
Farage criticou a cobertura da BBC e pediu desculpas pela forma de conduzir as reportagens sobre o período dos anos 1970 e 1980. Em tom agressivo, disse que o veículo reproduzia conteúdos que hoje seriam vistos como racistas.
Reação e desdobramentos
A BBC afirmou manter o escrutínio sobre o tema, enquanto Farage afirmou que não falaria mais com a emissora. Em resposta, o partido Conservador o chamou de desabafo político diante de acusações históricas de racismo e antisemitismo.
Críticas também vieram de vozes oposicionistas, que ressaltaram que Farage passou por diversas narrativas sobre o passado e que a verdade ainda depende de evidências verificáveis. O caso continua sem resolução definitiva.
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