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Greve de caminhoneiros registra baixa adesão e divisão entre categorias

PRF não teve comunicação formal sobre paralisação; adesão fraca e divisão persiste entre apoiadores e opositores da mobilização

BR-376, no Paraná: PRF não recebeu qualquer comunicação formal sobre paralisações nas vias do país nesta quinta-feira (4), data para a qual grupo de caminhoneiros havia convocado greve
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  • A PRF afirmou não ter recebido comunicação formal sobre paralisações nas rodovias na manhã desta quinta-feira, data em que caminhoneiros haviam convocado greve via redes sociais pela UBC.
  • Com base no Código de Trânsito Brasileiro, nenhum evento que perturbe o trânsito pode começar sem autorização da autoridade de trânsito competente; a PRF manterá rondas em 75 mil quilômetros de rodovias federais.
  • A mobilização é liderada pela União Brasileira dos Caminhoneiros, com Chicão Caminhoneiro na frente, que protocolou na Presidência da República a pauta de reivindicações na terça-feira.
  • A adesão é considerada fraca e diversas entidades são contrárias à greve, apontando partidarização da pauta.
  • O desembargador Sebastião Coelho, que acompanhou Chicão na protocolização, publicou vídeo antigo convocando apoiadores de Bolsonaro para uma paralisação, o que alimenta a divisão entre apoiadores e opositores do movimento.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que, na manhã desta quinta-feira (4), não recebeu comunicação formal sobre paralisações nas vias do país. A mobilização foi anunciada nas redes sociais pela União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC) e liderada por Chicão Caminhoneiro, com pautas como atualização do piso do frete, congelamento de dívidas e aposentadoria de 25 anos.

A PRF ressaltou que eventos que impeçam o livre trânsito só podem ocorrer com autorização prévia da autoridade de trânsito local e continuará monitorando as rodovias federais, com rondas diárias. A expectativa de adesão foi fraca, gerando desconfiança entre apoiadores e opositores do movimento.

Participação e objeções

Chicão Caminhoneiro protocolou, na terça (2), na Presidência da República, a pauta de reivindicações. Ele esteve acompanhado do desembargador aposentado Sebastião Coelho, pré-candidato ao Senado pelo Novo, que aparece em vídeos pedindo apoio a mobilizações. Em rede social, Chicão afirmou a necessidade de respeito às leis para garantir o livre trânsito.

Entidades contrárias questionaram a legitimidade da mobilização, alegando partidarização da pauta. O movimento recebeu apoio de representantes do setor, como Janderson Maçaneiro, o Patrola, presidente da ACTRC, que defendeu a greve nas redes sociais. O cenário aponta divisão entre apoiadores e opositores.

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