- A Guardian revelou relatos de cerca de duas dúzias de ex-colegas de Nigel Farage na Dulwich College sobre comentários racistas e antissemita, envolvendo o diretor Peter Ettedgui, entre 13 e 18 anos.
- Farage afirmou ter feito apenas “banter” que hoje pode ser visto de forma diferente, negando ter dirigido insultos raciais ou antissemíticos a alguém.
- Richard Tice chamou as declarações de Ettedgui de “made-up twaddle”, questionando a veracidade das acusações e dizendo que há motivação política por trás das testemunhas; o Labour pediu desculpas aos envolvidos.
- Pesquisas YouGov mostraram a Reform UK caindo de 29% para 25% nas intenções de voto até 1 de dezembro.
- Novos relatos vieram a público desde a publicação inicial, com Ettedgui defendendo sua versão, Farage acionando cartas legais e participação em entrevistas recentes.
O Guardian revelou relatos de cerca de duas dúzias de ex-colegas de Nigel Farage na Dulwich College sobre comentários racistas e antissemita, incluindo o diretor da escola, Peter Ettedgui. Farage negou acusações diretas, dizendo que houve apenas humor de mau gosto que hoje pode ser visto de forma diferente. A reportagem também menciona observações de Crick em 2013.
Entre os relatos, Ettedgui afirmou que Farage se aproximava e proferia frases como apoio a ideias nazistas, com desculpas de que eram brincadeiras de época. O Guardian confirmou com oito contemporâneos a veracidade de parte dessas lembranças, compondo um conjunto de cerca de duas dezenas de testemunhas.
Dados de opinião pública indicam queda de apoio à Reform UK, com pesquisa YouGov apontando 25% para o partido em 1º de dezembro, ante 29% em setembro. Farage disse estar recebendo cartas legais e mantinha a versão de que as declarações foram mal interpretadas como ofensa direta. A decisão de Tice de contestar as alegações gerou reação de outros partidos.
Repercussões políticas
O deputado suplente da Reform e aliado de Farage descreveu as acusações como falsas, acusando motivação política entre os relatos. A oposição pediu responsabilidade e pediu que Farage esclarecesse as afirmações de forma categórica, sem atravessar o limite entre brincadeira e agressão anti‑semita.
A liderança do partido enfrenta pressão enquanto novas testemunhas são ouvidas desde a publicação inicial.
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