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New York Times processa o Pentágono por limites à cobertura da imprensa

The New York Times processa o Departamento de Defesa e o secretário Pete Hegseth por restrições à imprensa no Pentágono, provocando protestos e credenciais devolvidas

The New York Times building on 3 August 2020. Photograph: Shannon Stapleton/Reuters
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  • A New York Times entrou com processo federal contra o Departamento de Defesa e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, alegando violação dos direitos constitucionais por restrições à imprensa no Pentágono.
  • Em outubro, repórteres que cobrem o Pentágono foram solicitados a assinar um formulário de vinte e um itens, concordando em não solicitar informações não aprovadas e em reconhecer limites da políticas de movimentação dentro da sede do comando, em Arlington, Virginia.
  • Como consequência, diversos grandes veículos entregaram suas credenciais em protesto às novas regras.
  • A Times sustenta que as mudanças limitam a cobertura jornalística e a liberdade de expressão, buscando impedir que repórteres busquem informações além de pronunciamentos oficiais.
  • Reações incluíram resistência de redes e organizações de imprensa; o Pentágono afirmou que a prática não exige concordância, apenas o reconhecimento da política, defendendo-a como necessária para a segurança das tropas.

O New York Times processou o Departamento de Defesa dos EUA e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, por supostas violações constitucionais de direitos de imprensa. A ação federal foi apresentada em Washington, DC, após a imposição de restrições de acesso a repórteres que cobriam o Pentágono. As medidas visam limitar solicitações de informações não aprovadas e restringir a movimentação dentro do quartel em Arlington, Virgínia.

Segundo a defesa do Times, as novas regras visam controlar reportagens sobre o governo e restringem o que os jornalistas podem perguntar aos funcionários públicos. A publicação sustenta que as mudanças violam a Primeira Emenda ao restringir a apuração de informações públicas, independentemente de serem classificadas ou não.

O Pentágono teria exigido que repórteres assinassem um formulário de 21 páginas, concordando em não solicitar informações que não tenham aprovação oficial e em não incentivar funcionários a violar leis. Diversos veículos de imprensa reprovaram as regras, que já provocaram protestos de credenciais em órgãos de comunicação.

Repercussões e resposta

A imprensa classifica as mudanças como pré-cedentes atingindo a liberdade de imprensa. Em outubro, as grandes redes declararam que a política é sem precedentes e pode comprometer o acompanhamento independente do complexos militar. Portavoces do Pentágono defenderam a medida como necessária à segurança nacional e ao bem-estar das tropas.

O Timesspokesperson considerou a ação uma tentativa de controlar reportagens críticas e afirmou que a redação lutará pela defesa dos direitos constitucionais. A ação enfatiza que jornalistas devem ter liberdade para questionar autoridades e buscar informações públicas, mesmo fora de áreas estritamente oficiais.

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