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Par suspenso da Câmara dos Lordes recebeu 1 milhão em acordo suposto corrupto

Suspenso pela House of Lords por lobby, Lord Evans é alvo de acusações de recebimento de ao menos US$ 1 milhão em bônus, com ações legais nos EUA e no Reino Unido

Lord Evans of Watford, caught in an apparent cash-for-access venture, is separately facing legal action over payments he received as director of a UK investment firm.
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  • O peer Lord Evans of Watford foi suspenso do House of Lords por cinco meses por violar regras de lobby, após reportagem do Guardian.
  • Documentos judiciais indicam que Evans recebeu pelo menos US$ 1 milhão como bônus para aprovar o negócio, além de US$ 250 mil ao ano e outras bonificações.
  • Evans e os demais diretores da Jusan Technologies negam as acusações; as ações legais ocorrem no Reino Unido e nos Estados Unidos.
  • A disputa envolve a venda de ativos da empresa ligados ao Cazaquistão e acusações de enriquecimento pessoal com pagamentos supostamente ilícitos.
  • Um tribunal britânico emitiu uma decisão preliminar que questiona a credibilidade de uma testemunha, com o caso ainda sem resolução.

Lord Evans of Watford, laborista britânico, é alvo de novas ações legais além da suspensão no House of Lords. Documentos judiciais afirmam que ele recebeu ao menos US$ 1 milhão em bônus para aprovar um negócio envolvendo ativos de uma empresa de investimentos sediada no Reino Unido com base no Cazaquistão. A denúncia envolve pagamentos adicionais de US$ 250 mil por ano e outras bonificações, vinculados a uma transação pela venda de ativos a um preço abaixo do valor.

Os processos seguem em tribunais britânicos e norte-americanos. A defesa de Evans e dos demais diretores nega as acusações, descrevendo-as como ações meritless. Um ex-executivo da empresa sustenta que Evans e outros diretores teriam enriquecimento pessoal com pagamentos ilícitos. As alegações aparecem em documentos judiciais apresentados por Yerbol Orynbayev, ex-vice-primeiro-ministro do Cazaquistão, nos EUA.

Contexto atual e situações em curso

Segundo as ações, Evans e os diretores teriam recebido salários elevados e bônus significativos na operação de venda de ativos da Jusan Technologies, com o objetivo de selar acordos com o governo do Cazaquistão. Orynbayev afirma que a venda ocorreu por uma fração de seu valor, facilitando desvio de recursos para testas de apoio filantrópico nos EUA.

A defesa sustenta que Orynbayev está descontente por não ter obtido lucro em sua participação na empresa, acusando ataques de hipocrisia. Em paralelo, o House of Lords manteve a suspensão de Evans por violar regras de lobby, resultando na retirada de apoio do Partido Trabalhista. A conclusão das disputas ainda depende de decisões judiciais no Reino Unido e nos EUA.

Situação processual e próximos passos

A Justiça britânica já avaliou evidências envolvendo a credibilidade de testemunhas, sem concluir o enquadramento dos pagamentos. No âmbito americano, o caso envolve acusações de apropriação indevida de ativos avaliados em até US$ 1,6 bilhão, vinculados a uma instituição de caridade financiada pela Jusan. Ambos os litígios ainda não tiveram desfecho.

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