- Polícia Federal apreendeu mais de 90 mil reais em dinheiro vivo e três celulares no carro usado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, durante a Operação Unha e Carne.
- Bacellar foi preso sob suspeita de vazar informações de uma ação da PF que mirou o braço político do Comando Vermelho; houve buscas na Alerj.
- O ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão, apontando risco de fuga e interferência, e identificou fortes indícios de participação do deputado em organização criminosa.
- A operação Zargun mirava o Comando Vermelho e prendeu TH Joias; na véspera, a casa do deputado teve o imóvel esvaziado, e Bacellar orientou a remoção de objetos de interesse da investigação.
- Bacellar responde por organização criminosa armada, obstrução de investigação, violação de sigilo funcional, fraude processual e favorecimentos; a Alerj disse não ter sido informada oficialmente sobre a operação.
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), teve o carro apreendido pela Polícia Federal nesta quarta-feira durante a Operação Unha e Carne. Em comunicado técnico, a PF informou que foram encontrados no veículo mais de 90 mil reais em dinheiro vivo e três celulares que já foram encaminhados à perícia. A ação ocorreu no contexto de investigações sobre vazamento de informações da operação que mirou o braço político do Comando Vermelho (CV).
A PF cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão na Alerj. O ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão de Bacellar, citando risco de fuga e interferência na produção de provas. Além disso, o deputado foi afastado da presidência da Alerj, conforme determinação judicial.
Investigações
As apurações indicam que Bacellar tentou interferir na Operação Zargun, que mirava o CV e resultou na prisão do deputado TH Joias. Nas informações obtidas pela PF, na véspera da Zargun, TH Joias teve a casa esvaziada. Ao cumprir mandado em setembro, TH enviou a Bacellar uma foto do sistema de segurança mostrando a atuação policial, e Bacellar orientou a remoção de objetos de interesse, o que elevou a gravidade do caso, conforme Moraes.
Bacellar responde por organização criminosa armada, obstrução de investigação, violação de sigilo funcional, fraude processual e favorecimentos, com indícios de participação de funcionário público. A Alerj informou não ter sido oficialmente comunicada sobre a operação e prometeu tomar medidas assim que houver acesso aos autos. A defesa de Bacellar não se posicionou até o fechamento desta edição.
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