- O deputado Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa (União), foi preso nesta quarta-feira, 3, sob suspeita de vazar informações sigilosas da operação que mirava Thiego Joias.
- Ele é acusado de obstruir investigações e orientar a destruição de provas, conforme decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
- A investigação envolve a Polícia Federal e a operação Unha e Carne, com o vazamento registrado da operação Zargun que levou à prisão de TH Joias.
- Bacellar já teve papel central no impeachment do governador Wilson Witzel e foi preso anteriormente em dois mil e dezessete; também foi cotado para disputar o governo estadual.
- O caso coloca Bacellar como o segundo presidente da Alerj a ser preso no exercício do mandato.
Nesta quarta-feira, 3, o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União) foi preso no Rio de Janeiro sob suspeita de vazar informações sigilosas da operação que mirou Thiego Joias, líder do Comando Vermelho. A prisão ocorre no contexto da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF para apurar o vazamento de dados da Operação Zargun, que resultou na prisão de TH Joias.
Bacellar é presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e figura central na política fluminense, aliado de Thiego Joias e com histórico de influência em temas de segurança pública. A PF aponta que o parlamentar não apenas informava TH sobre as ações, como também orientava a destruição de provas, contribuindo para obstruir investigações envolvendo facções criminosas e o crime organizado.
Segundo a decisão que autorizou a diligência, há indícios de atuação de Bacellar para influenciar o curso das investigações no âmbito do Poder Executivo estadual. Em 2020, Bacellar ganhou destaque ao relatar o processo de impeachment do governador Wilson Witzel; já havia sido preso em 2017 em outra ocasião. A apuração sobre enriquecimento ilícito envolvendo o imóvel em Botafogo também acompanha o caso.
Duas décadas de atuação pública cercam Bacellar: advogado tributarista de formação, ele já ocupou cargos na Secretaria-Geral de Planejamento do TCE-RJ e presidiu a Fundação Estadual do Norte Fluminense. A relação com aliados e desfechos de investigações permanecem em acompanhamento pelas autoridades. O espaço de defesa e a posição da Alerj não foram divulgados até o momento.
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