- Segundo The Washington Post, houve um segundo bombardeio contra uma suposta narco-lancha venezuelana no Caribe; Hegseth mudou a versão citando “niebla de guerra”.
- O almirante Frank Bradley, chefe da operação, é citado no Capitolio para prestar explicações em sessão a portas fechadas.
- Imagens de drone teriam mostrado dois membros da tripulação agarrados aos destroços antes de uma ordem de “Mátenlos a todos”.
- O presidente Donald Trump afirmou não saber de um segundo ataque e disse não ter participado da decisão.
- Investigação no Congresso foi anunciada por dois senadores; editorial do Wall Street Journal comenta a gravidade das acusações e há controvérsia envolvendo publicação de meme com livro infantil.
O secretary de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, enfrenta novo escrutínio após reportagens que indicam um segundo ataque a uma suposta narco-lancha no Caribe, vindo de Venezuela. A revelação, publicada pelo Washington Post, aponta que o ataque ocorreu durante operações envolvendo uma embarcação associada ao tráfico de drogas. Segundo o jornal, imagens de drone mostram dois tripulantes resgatando-se dos destroços, seguido de ordens para neutralizar os sobreviventes.
Hegseth teria alterado a versão pública ao mencionar uma condição de “niebla de guerra” para justificar a transferência de responsabilidade a um subordinado direto, o almirante Frank Bradley, chefe da operação. Bradley está previsto para depor no Congresso em uma sessão a portas fechadas. O secretário já havia afirmado, em público, que supervisionou o ataque de modo remoto, resistência que ganhou novas colocações após a divulgação do material do Post.
O episódio levanta questões sobre conduta e responsabilidades na cadeia de comando. Parlamentares republicanos e democratas já sinalizaram abertamente a abertura de apurações sobre o papel de Hegseth. Rand Paul criticou as contradições entre declarações do secretário e o que vem sendo reportado, enquanto membros do Senado sinalizaram investigações formais. O presidente Trump, por sua vez, disse não ter conhecimento do suposto segundo ataque.
Repercussões vão além do Congresso. O Washington Post sustenta que o episódio pode configurar crime de guerra, conforme descrito por fontes sob anonimato. O tema também ganhou contornos políticos, com editoriais de veículos conservadores destacando a gravidade das acusações e críticas públicas a Hegseth. Do lado governamental, houve confrontos sobre o tom e a veracidade das informações divulgadas, acirrando o debate sobre transparência e responsabilidade no Departamento de Defesa.
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