- Defesa de Carla Zambelli apresentou à Justiça italiana o parecer do relator Diego Garcia, que recomenda a manutenção do mandato, junto com mais de setenta documentos anexados ao processo de extradição.
- O material inclui parecer da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e manifestações de deputados e senadores alegando perseguição política e más condições das prisões brasileiras.
- A Corte de Apelação da Itália adiou a decisão sobre a extradição para 18 de dezembro em razão da inclusão dos documentos.
- A Advocacia-Geral da União contestou a inclusão, argumentando que os documentos não atendem aos prazos e ao formato exigidos.
- O parecer de Garcia sustenta que o depoimento do delator Walter Delgatti Neto é dúbio; a CCJ ainda precisa votá-lo, e Zambelli esteve presente na audiência na Itália.
A defesa da deputada Carla Zambelli (PL-SP) apresentou à Justiça italiana o parecer do relator Diego Garcia (PL-SP), que recomenda que a parlamentar mantenha o mandato. O material integra um conjunto de novos documentos anexados ao processo de extradição. O objetivo é sustentar a versão de perseguição política e de condições degradantes das prisões brasileiras.
A Corte de Apelação da Itália adiou a decisão sobre o caso para 18 de dezembro. A inclusão dos documentos levou o tribunal a reavaliar o rito, deixando em suspenso o desfecho da extradição. O adiamento ocorreu após a contestação da Advocacia-Geral da União (AGU).
Mais de 70 itens foram anexados. Entre eles, o parecer da CCJ, manifestações de deputados e senadores e relatos sobre perseguição política. Também há alegações sobre más condições prisionais no Brasil, conforme os mesmos documentos.
Documentos anexados
Segundo Fabio Pagnozzi, advogado de Zambelli, o material reúne pareceres, declarações e documentos supostamente relevantes ao contexto processual. Os itens citam suposta fragilidade de provas usadas para condenação no STF e questionam a validade de depoimentos no caso envolvendo Delgatti Neto.
Posição judicial e próximos passos
O parecer de Garcia sustenta que a condenação de Zambelli se apoiou em depoimento considerado dúbio. A CCJ também avaliaria o conteúdo para embasar eventual manutenção do mandato. A AGU contestou a inclusão dos documentos, alegando falhas de prazo e formato.
A defesa já informou à imprensa que a pauta central reside na percepção de perseguição política e no estado das prisões brasileiras. A Corte italiana continuará analisando as evidências, definindo se aceita a documentação adicional e, em seguida, proferirá a decisão final sobre extradição.
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