- A CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira, quatro, a convocação unânime de Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master, e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para aprofundar apuração sobre crédito consignado a aposentados e pensionistas.
- Vorcaro, que ficou doze dias preso e usa tornozeleira, será ouvido para esclarecer possíveis irregularidades na concessão de consignados; houve também autorização de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário.
- Os parlamentares rejeitaram convocar outras figuras do setor financeiro, como Leila Pereira (Crefisa) e Marcelo Kalim (C6 Bank).
- A CPMI aprovou, em votação simbólica, a convocação de Zema; a defesa do governador afirma que ele se afastou da Zema Financeira em dois mil e dezoito e atribui motivação político-eleitoral ao requerimento.
- O presidente do colegiado, senador Carlos Viana, informou que pedirá uma prorrogação de sessenta dias para dar continuidade aos trabalhos.
A CPMI do INSS aprovou a convocação de Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master, e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para depor. A medida faz parte das investigações sobre a atuação de bancos na oferta de crédito consignado a aposentados e pensionistas. As decisões ocorreram na última reunião do colegiado em 2025.
A convocação de Vorcaro foi aprovada de forma unânime. O executivo, que já ficou 12 dias preso e hoje usa tornozeleira eletrônica, deverá esclarecer eventuais irregularidades na concessão de empréstimos consignados. Além disso, houve autorização para quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático do empresário.
Os parlamentares também aprovaram, por votação simbólica, a convocação de Zema. O requerimento foi apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) e aponta suspeitas envolvendo a Zema Financeira, empresa da família do governador, associando-a a uma medida provisória que teria facilitado empréstimos com base no Auxílio Brasil.
A defesa de Zema informou ao colegiado que ele se afastou da Zema Financeira em 2018, atribuindo motivação político-eleitoral ao requerimento. Não foram aprovadas outras convocações de figuras do setor financeiro, como Leila Pereira (Crefisa) e Marcelo Kalim (C6 Bank).
Os agentes da CPMI discutiram ainda a continuidade dos trabalhos. O presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), adiantou que pedirá a prorrogação de 60 dias para a continuidade das apurações. A medida busca ampliar o alcance das investigações sobre crédito consignado.
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