Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Gilmar Mendes rejeita recurso da AGU sobre impeachment de ministros do STF

Mendes mantém liminar que restringe pedidos de impeachment contra ministros do STF à Procuradoria-Geral da República, afirma atualização constitucional diante da lei de 1950

Gilmar diz que lei já "caducou" e que não busca proteger ministros de pedidos
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro Gilmar Mendes negou o pedido de reconsideração da AGU contra a decisão dele que restringe a apresentação de pedidos de impeachment de ministros do STF à PGR.
  • Mendes afirmou que a lei de 1950 caducou diante da Constituição de 1988 e que a medida não busca proteger ministros, mas atualizar a aplicação da Constituição.
  • A decisão mantém a liminar que restringe os pedidos de impeachment, dizendo ser indispensável para cessar um estado de coisas incompatível com o texto constitucional.
  • Em evento, Mendes reiterou que a mudança é para aplicar a Constituição e não para proteger o Supremo; explicou que a lei de 1950 foi criada para um contexto anterior.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que a decisão decorre da polarização política, e que Senado e STF devem encontrar um caminho de conciliação; Messias está alinhado com o Senado no tema.

O ministro do STF Gilmar Mendes negou nesta quinta-feira o pedido de reconsideração da Advocacia-Geral da União (AGU) contra a decisão que restringe a apresentação de pedidos de impeachment contra ministros do STF apenas à PGR. A decisão trata da caducidade da lei de 1950 diante da Constituição de 1988.

Mendes afirmou que a liminar não busca proteger magistrados, e sim atualizar a aplicação da Constituição. Segundo ele, a norma de 1950 foi elaborada para o regime anterior e precisa ser interpretada à luz da Carta de 1988 para evitar desequilíbrios na independência judicial. A medida, disse, é indispensável para cessar um estado de coisas incompatível com a Constituição.

Em Brasília, durante evento promovido pelo portal Jota, o ministro reiterou que a ação não protege o STF, mas busca a aplicação correta da norma constitucional. O objetivo é assegurar que a responsabilização de magistrados siga o marco de 1988 sem criar favorecimentos indevidos.

Reação política

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a decisão reflete a polarização política atual e que a mudança de rito para impeachment de ministros é um tema sensível. Ele indicou expectativa de diálogo entre Senado e STF para buscar um caminho de conciliação diante da crise.

Motta destacou ainda que Senado e STF precisarão dialogar para conduzir o impasse gerado pela decisão de Mendes, que ganhou adesões e críticas entre líderes parlamentares e juristas, contribuindo para o debate sobre independência judicial.

Papel da AGU e alinhamento com o Senado

O pedido de reconsideração foi apresentado pela AGU, encabeçada pelo advogado-geral Jorge Messias, indicado por Lula para vaga no STF. Messias se alinhou com o Senado na discussão, o que acarreta tensão institucional e acirramento do debate sobre o impeachment de ministros.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais