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Ministério do Interior admite falha no reconhecimento facial de minorias

Novo estudo do NPL aponta maior taxa de falsos positivos entre negros e asiáticos, com maior impacto sobre mulheres negras; consulta pública abre caminho para novo algoritmo com avaliações independentes

Facial recognition cameras being used near Arsenal’s Emirates Stadium in north London before a match last month. Photograph: Hannah McKay/Reuters
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  • Estudo do National Physical Laboratory mostrou maior taxa de falsas identidades entre negros e asiáticos na verificação policial, com brancos em 0,04%, asiáticos em 4,0% e pretos em 5,5%.
  • A incidência é especialmente alta entre mulheres negras, com 9,9% de falsas correspondências entre negras do sexo feminino.
  • Governo abriu consulta pública de dez semanas sobre o uso da tecnologia e pretende testar um novo algoritmo com avaliação independente.
  • Autoridades ressaltam a necessidade de salvaguardas e ponderam expansionismo nacional, com revisão do uso pela polícia.
  • Órgãos oficiais vão avaliar as mitigação com a inspetoria de polícia e o regulador forense, mantendo o novo algoritmo sem viés estatisticamente significativo.

O Home Office divulgou novos resultados sobre o uso de reconhecimento facial pela polícia no banco de dados nacional. O estudo do National Physical Laboratory (NPL) aponta maior taxa de falsos positivos entre negros e asiáticos, mesmo em configurações de baixa sensibilidade. A divulgação ocorreu na quinta-feira, dias depois de elogios a supostos avanços tecnológicos pelos responsáveis.

O levantamento analisou a ferramenta de reconhecimento facial em operações retrospectivas. Em configurações de menor sensibilidade, a taxa de identificação incorreta de whites é de 0,04%, enquanto para asiáticos chega a 4,0% e para negros, 5,5%. Mulheres negras apresentaram maior impacto entre os falsos positivos.

A Associação de Comissários de Polícia (APCC) destacou que os números indicam um viés estruturado na aplicação da tecnologia. Em nota, os dirigentes questionaram por que os resultados não foram divulgados antes e por que comunidades negras e asiáticas não foram ouvidas de forma ampla.

O governo abriu uma consulta pública de 10 semanas para orientar o uso da tecnologia. O objetivo é definir se a polícia pode acessar imagens de outros documentos, como passaporte e carteira de motorista, para localizar criminosos. Também foi anunciada a criação de um novo algoritmo com avaliações independentes.

Ministérios e autoridades civilmente responsáveis afirmam que a solução é necessária para capturar infratores graves. Em paralelo, o governo pediu à polícia e ao sistema regulador revisar a aplicação, com a participação de órgãos de fiscalização e peritos forenses, para avaliar a eficácia das salvaguardas.

Resultados do estudo NPL

O relatório aponta que, mesmo com controles, a probabilidade de erro é maior entre grupos não brancos. Entre homens negros, a taxa de falsos positivos fica em 0,4%; entre mulheres negras, atinge 9,9%. Dados sobre brancos permanecem inferiores, conforme a análise.

Consulta pública e próximos passos

O governo pretende testar um novo algoritmo, com avaliação independente, já no começo do próximo ano. A polícia continuará com treinamentos e salvaguardas escritas na prática operacional para reduzir falhas. A avaliação ficará a cargo de órgãos como a polícia e reguladores técnicos.

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