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Romeu Zema é convocado para depor sobre consignados na CPMI do INSS

CPMI aprova convocação de Romeu Zema para depor sobre fraudes em descontos do INSS e empréstimos consignados de empresa do seu grupo familiar, com prejuízos superiores a R$ 6 bilhões

1 de 1 Romeu Zema (Novo) lança pré-candidatura à Presidência da República em 2026, durante evento do partido em São Paulo. — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • A CPMI aprovou, em votação simbólica, a convocação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para depor.
  • A depor é obrigatória, mas a data ainda não foi definida pela comissão.
  • A convocação está relacionada a irregularidades em empréstimos consignados oferecidos por empresas do grupo familiar de Zema a aposentados e pensionistas.
  • A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União identificaram esquema na operação Sem Desconto que pode ter gerado prejuízos de mais de R$ 6 bilhões ao INSS.
  • O governo foi procurado pelo g1, mas não houve retorno até a atualização desta reportagem.

A CPMI que apura fraudes em descontos indevidos no INSS aprovou, em votação simbólica, a convocação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para depor. A data do depoimento ainda será definida pela comissão. Zema pode ser obrigado a esclarecer as irregularidades identificadas.

A decisão ocorre no âmbito de apuração sobre empréstimos consignados ofertados por empresas do grupo familiar do governador a aposentados e pensionistas. O requerimento foi apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT) e sustenta a necessidade da presença de Zema devido à relação entre o grupo e o tema central das investigações.

Dados das apurações apontam que a PF e a CGU identificaram, na Operação Sem Desconto, um esquema com prejuízos superiores a R$ 6 bilhões aos beneficiários do INSS. O foco envolve a atuação das empresas do grupo em meio ao período analisado pela CPMI e os benefícios obtidos após a medida provisória que liberou empréstimos com desconto em folha.

O governo de Minas Gerais não respondeu até a última atualização desta reportagem. A convocação, por ser obrigatória, coloca Zema em situação de ser ouvido pela comissão independentemente da participação ou não de seu governo. Em depoimento, o governador deverá esclarecer o vínculo com as empresas e as práticas constatadas.

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